domingo, 16 de janeiro de 2011

Grupo de Estudos em Psicanálise

Segue abaixo pessoal um convite ao nosso grupo de estudos 2011.

Queridos amigos um maravilhoso 2011 para todos! Entro em contato para dizer a vocês que o início de nossas atividades está marcado para os dias 08 e 09 de abril.

Continuaremos com o Grupo de Estudos (seminários) ministrado pelo Prof. Dr. Daniel Omar Perez aos sábados, na freqüência de uma vez por mês no HU/UEL. Serão realizados também Encontros Temáticos às sextas à tarde que antecedem o Grupo de Estudos. Esses Encontros serão à parte, abertos ao público em geral, acontecerão no campus da UEL e serão fornecidos certificados (de eventos de extensão pela PROEX/UEL) de maneira isolada. Já o Grupo de Estudos terá participantes pré definidos e o certificado (de curso de extensão pela PROEX/UEL) será fornecido no final do ano.

Estarei enviando na seqüência deste e-mail o folder do Grupo de Estudos  2011 para que vocês possam divulgá-lo junto a quem julgarem estar interessado em se juntar a nós. Lembro que a programação poderá ser discutida com o Prof. Daniel de acordo com o interesse do grupo.

Com relação aos Encontros Temáticos enviarei o folder assim que o mesmo for confeccionado, mas por hora listo abaixo os temas de cada mês. No primeiro mês teremos a participação especial do Prof. Dr. Jorge Sesarino e nos meses seguintes O Prof. Dr. Daniel Omar Perez será o ministrante, podendo trazer outros convidados.

Temas para este ano:

1. O amor e o seu caso com a psicanálise - as relações de amor, histórias de identificação e desejo.

2. As formações de grupos, os projetos e as instituições.

3. A busca da identidade, os amigos, os ídolos e os valores.

4. A perda da realidade, delírios, alucinações, vozes e fantasias.

5. A perversão, os ritos macabros e o canibalismo.

6. O consumo compulsivo, o consumismo e a felicidade a qualquer preço.

7. A violência é natural?

Maiores informações liguem pra Sandra ou deixem um recadinho aqui que eu informo.

Abraços a todos e uma feliz última metade de janeiro;


sábado, 15 de janeiro de 2011

Medo do desejo - Quando o sonho se tornou pesadelo

Continuando a discussão sobre um recorte do texto do Jorge Forbes.

Não há desejo se aquilo que quero é algo ao qual não possuo. Ao menos não o possuo em tese, imaginariamente ainda busco algo que penso eu que não tenho. Este como diz alguns teólogos é o segredo da santidade, da felicidade. Não é o possuir, mas estar sempre em busca do que desejo, o próprio possuir não importa tanto qaunto o caminho que é percorrido.

Percorrer um caminho e chegar lá, obtendo assim o que eu desejei acaba por se tornar um pesadelo. No mínimo um sentimento de que não era bem aquilo que eu queria, ou ainda, nos vem a cabeça a famosa frase "mas é só isso?".

Se pensamos que o que nos impulsiona é realmente o desejo, seja ele o do sucesso, ou do destaque, enquanto estamos na posição de faltantes, de caminhantes temos outros ao nosso redor. Ao alcançarmos nossos objetivos parece-nos que a solidão nos assola, parece que somente eu consegui e aquilo começa a ter um peso surreal. Pensamentos do tipo "Eu não merecia", "tenho o que quero mas tantos nào tem nada", "será que vou conseguir manter isso", acabam surgindo como que quase imediatamente ao sucesso. Isso se o objetivo for realmente o sucesso, ou o destaque.

Manter uma posição, qualquer que seja ela, psicanalíticamente falando dá muito trabalho. Manter-se tanto como cuidador quanto como doente exige um esforço tremendo. Manter-se também na posição de "completo" é a mesma coisa, o esforço é tanto que sabiamente percebemos que não daremos conta por muito tempo.

O problema é como se destacar, ter sucesso e ainda sim permanecer bem consigo mesmo. Não seria um problema se almejássemos em vez de algo, ou de manter uma posição frente ao mundo, frente aos outros e a si mesmo, apenas almejássemos ser.

O ser diferente, com sucesso, santo, ou ainda o ser único, não são propriamente atingíveis e também não são inatingíveis. São objetivos para toda uma vida na qual em vez de um objeto de fim, temos em vista muito mais uma forma de se comportar, de viver, um caminho a seguir.

Mais simplesmente falando, o ser alguém bom, ou um bom filho, um bom pai, uma boa mãe, um amigo confiável. Tudo isso envolve uma caminhada, um processo que nem sempre pode ser entendido como algo que eu posso me outorgar como alguém que é assim ou não. São os outros que irão me dizer e me incentivar, ou me seguir. Saio então de meu mundinho e passo a ter relações em um outro nível comigo mesmo e com os outros, com a vida. Passo a ter sucesso com um bom dia, ser feliz com um sorriso ou ainda ser destaque em uma ligação para um amigo que há muito tempo não vejo.

Pena que não é tão faicl assim, mas que vale a pena vale.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Em tempo - Entrevista da revista Veja

Fonte: http://veja.abril.com.br/120303/entrevista.html

Recorte de uma parte da entrevista feita a Adam Phillips, um psicanalista Inglês que na época (2003) estava conduzindo uma nova tradução das obras completas de Freud.

Veja – Os remédios e as terapias alternativas estão acabando com a psicanálise?
Phillips – A psicanálise está apenas começando. A experiência de ser ouvido é muito poderosa. Definitivamente, tem efeito benéfico. É verdade que num mundo ideal ninguém precisaria de analista. O diálogo com os amigos daria conta do recado. O problema é que não temos a coragem de contar certas coisas aos amigos. Outras podemos até contar, mas os amigos não sabem como ajudar.  

Nota minha:

Os amigos sem saber o que fazer, nem como ajudar acabam nestes momentos, mais do que nunca ajudando e sendo eles mesmos de certa forma particular mais analistas do que supostos psicológos e analistas que "ajudando" acabam por deixar de lado o sujeito aparecer com seus desejos e manter o padrão de seres amados. Este padrão tem um tempo x para ocorrer, em uma análise, o objetivo é outro, não é ajudar mas tornar a pessoa apta a ver o setting inteiro, tomar uma decisão ética baseada em SEUS conceitos e a partir daí se perceber não mais como apenas ser amado mas alcançar de certa forma uma independência de ser amante.

Psicanálise cura?
Até pode né, mas que a idéia é outra é.

Tornar-se amante da vida, dos outros, de si mesmo, de tudo e "Enjoy it all" é muito melhor que a cura de um sintoma que quando passa a ser amado, integrado, percebido como parte de si, toma outra dimensão além daquela do simples sofrimento, mas como um obstáculo que talvez nunca será superado e que perde sua força imobilizadora e amendrotadora. 
Parafraseando o Homer J. Simpson:

A culpa é minha e eu coloco ela em que eu quiser.

Psicanalisando um pouco, depois de um tempo de terapia:

O sintoma é meu e eu faço dele o que eu quiser.

Fui.


Sempre me vi como um Lord Anglo Saxão (Inglês)... ta aí a prova

Gijón (Espanha), 12 jan (EFE).- Um estudo do Colégio Oficial de Médicos de Astúrias revela que "a barriga de chope é um mito", pois um consumo moderado da bebida, de até meio litro diário, associado a uma dieta como a mediterrânea, não engorde e reduz o risco de diabetes e hipertensão.
O modelo de homens e mulheres com barriga grande é próprio da cultura anglo-saxã, onde se ingere grandes quantidades de cerveja e comida rica em gorduras saturadas com quase nenhuma atividade física, asseguraram nesta quarta-feira os autores do estudo.
O padrão alimentar dos consumidores moderados de cerveja na Espanha é mais próximo ao da dieta mediterrânea, segundo o trabalho elaborado por Hospital Clínic, Universidade de Barcelona e Instituto de Saúde Carlos III, que foi apresentado nesta quarta-feira no Colégio Oficial de Médicos de Astúrias.
Os médicos Ramón Estruch, do Serviço de Medicina Interna do Hospital Clínic, e Rosa Lamuela, do departamento de bromatologia e Nutrição da Universidade de Barcelona, asseguraram que o estudo demonstra que a cerveja bebida com moderação não provoca aumento da massa corporal nem acúmulo de gordura na cintura.
O teste, realizado em 1.249 participantes, homens e mulheres com mais de 57 anos, que pela idade têm um maior risco cardiovascular, confirmou que a cerveja é saudável, segundo os autores.
As pessoas que participaram do estudo se alimentando com uma dieta mediterrânea acompanhada de cerveja em quantidades entre um quarto e meio litro por dia, "não só não engordaram, mas, em alguns casos, perderam peso", indicaram os cientistas.
A dose recomendada pelos médicos é de dois copos diários para as mulheres e de três para os homens, com comidas equilibradas e sempre que as pessoas tiverem uma vida normal, praticando algum exercício.
A cerveja é uma bebida fermentada, que recebe as propriedades alimentares dos cereais com que é produzida, assim como o vinho da uva, ou a cidra da maçã, explicou a doutora Rosa.
A bebida fornece uma quantidade de ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio maior que outras, e provoca um efeito "protetor" sobre o sistema cardiovascular.
As pessoas que bebem quantidades "normais" de cerveja apresentam uma menor incidência de diabetes mellitus e hipertensão, e um índice de massa corporal inferior.
Além disso, estas pessoas "manifestaram consumir uma maior quantidade de verduras, legumes, pescado, cereais e azeite de oliva, e realizar uma maior atividade física", indicou Estruch.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/efe/2011/01/12/barriga-de-chope-e-mito-segundo-estudo-medico-espanhol.jhtm
Fiquei imaginando que estou com os "Pneuzinhos cheios" como diz minha querida mãe simplesmente porque ainda me falta tomar meio litro por dia... Acho que minha cabeça agradece a formação dos pneuzinhos, vamos combinar né, não sei se é todo dia que meio litro cai bem.

Estou aguardando agora alguém que receba financiamento fazer uma pesquisa comprovando que a coca cola (santo remédio) também faz bem e deva ser consumida ao menos 3 copos por dia. Se alguém se interessar na pesquisa, não posso financiar (ainda) mas posso muito bem ser voluntário.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Bate Papo sobre o filme - "Não me abandone jamais"

Diálogo sobre o filme que foi recomendado aqui no Blog semana passada.
Mari: Socorro, como vc recomenda aquele filme "nunca me abandone"? ainda bem que essas coisas nunca existirao na realidade, eh mto louco e errado =F

Eu: É Mari o filme nos faz refletir sobre um pouco do sentido que damos a nossa vida. Mesmo naquela situação de total certeza da morte breve, parecia não haver ou desespero, afinal havia ali um sentido e um desejo de se doar os órgãos. Este par...ecia só acaba sendo revelado como uma aparente situação de conformidade no final, quando procuram mesmo uma chance de fazer diferente e não lhes é dada outra opção.

Será que nossa vida não está sendo regida por apenas uma opção e que as vezes, nem fomos nós mesmos quem a escolhemos? Será que o sentimento de que nunca experimentamos, curtimos, aproveitamos, enfim, vivemos suficientemente é realmente o que acaba ficando?

Veja Mari, se eles tem o sentido de viver para doar os ógãos eles vivem o suficiente para o que lhes é proposto, mas não para outras questões do humano como o amor, que sempre tem um gostinho de quero mais.

Um beijo.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mais de Jorge Forbes: "A diferença que se é"

O artigo publicado pelo Psicanalista Jorge Forbes na revista Psiquê (Ano V nº 60) está repleto de dados sobre a solidão e os problemas decorrentes do sucesso.

"Nós sofremos no sucesso, no exito, no destaque porquê aí ficamos sós. O fracasso é solidário, mas a vitória é solitária." Forbes, J.

Pensar todo o artigo como um complemento de uma cena que me recordei do personagem House conversando com um gênio irá esclarecer um pouco as coisas.

House chega a seu paciente que tomava medicamentos com alcool para se "ignorantificar" e ficar "feliz" com sua esposa ediz algo parecido com isso que o Forbes escreveu. Mais ou menos como:

Ser gênio é solitário porque somos diferentes e ninguém nos completa, ninguém nos compreende e não temos com quem dividir nossa sapiencia...

Ele não falou exatamante isso, mas acredito que seja exatamente isso (imagino eu) que ele queria dizer. Ou ainda, talvez pudesse simplesmente dizer:

Cara você é gênio como eu, sozinho, em casa estudando, sem vida nenhuma, aí encontra uma mulher e resolve mudar por que não aguentava mais a solidão.

A solidão é como um produto da diferença. Seja esta diferença tanto no sucesso quanto no fracasso. Forbes colocou em seu artigo que o sucesso é solitário mas também o fracasso o é tão ou ainda mais solitário quanto seu oposto.

Uma pessoa de sucesso pode ter sucesso em quase tudo. Nunca o sucesso atingirá TODA a vida da pessoa. Pelo menos não o sucesso completo, alguma coisa sempre faltará colocando a pessoa no seu devido lugar de faltante, de incompleto.

Penso em um ser humano que embora tendo muitas virtudes também tenha seus pecados. O Pe Fábio de Melo diz em uma de suas canções algo muito lindo, poético, "Os defeitos de hoje são o anúncio das virtudes que hão de vir.".

Lembro-me doos discursos de tantos e tantos santos que sempre enfatizaram que a santidade não é a perfeição mas uma constante vigilância pela busca dela. Um reconhecimento de si mesmo por completo, um "enxergar toda a cena em que se encontra" como disse-me a Sandra (um grande beijo a minha supervisora). ter sucesso é apenas observar a genialidade de uma característica, de um detalhe da pessoa como um todo.

Acho que muitos que conseguem ter "sucesso" acabam esquecendo-se dos demais, que não conseguiram, se vendo diferentes, e aí é que mora a solidão na diferença que se imagina, que se pensa ser. Não que o sucesso seja realmente solitário, mas vai depender de como é imaginado e em momento posterior experimentado.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Bem vindos

São muito bem vindos nossos dois novos membros no Blog.

Ana Sesarino, Osvaldo Mello e Luiz Gonzaga Ferraz, nós três ficamos muito felizes com vossa visita e adesão ao pequeno espaço que estamos tentando desenvolver aqui.

Aos mais antigos (7 pessoas, amigos (as)) continuem sempre por aqui e comentem.

Queria lembré-los que este espaço embora moderado é também de vocês, se quiserem postar alguma coisa no Blog fiquem a vontade, é só enviarem um comentário que respondo com a publicação.

Um siper abraço a todos

Marco C. Leite

Tristeza ou medo - A história que mudou.

Fui viajar. Visitei minha antiga cidade maravilhosa, meu antigo refúgio, meu antigo Éden. Lá não sou amigo do rei, na verdade eu me achava o próprio rei. Como toda criança na praia com seus familiares e amigos queridos. Meus avós eram donos de uma exelente sorveteria, uma sorveteria na praia, era o palácio que qualquer criança desejava ter.

Embora tivessem dezenas de sabores, meu sabor era sempre o mesmo, o bom e velho chocolate. Até que conheci o de uva e aí foi o de uva. O chocolate era apenas na falta do de uva, um dia enjoei do delicioso sorvete de chocolate e resolvi me arriscar ainda mais.

Esperimentei o sorvete de crocante, meio estranho com coisinhas duras no meio. Coloquei uma corbetura de caramelo e pronto, estava ali como rei que era, brincando de alquimista e ainda por cima encontrei a fórmula de Midas. O que era estranho ficou delicioso. Claro que havendo o sorvete de uva esse era o manjar dos deuses, melhor que qualquer alquimía huamana.

A história de meus gostos e desejos mudou, assim como a história daquela cidade. Que pena!

Havia lá na cidade um costão mal assombrado, voltando da guerra contra o paraguay, em uma tempestade um navio naufragou naquele costão que até então recebia o nome de costão dos naufragos. Recebia, passado, assim como meu gosto pelo sorvete de chocolate.

O passado passou, depois de dois anos sem visitar a cidade, muita coisa aconteceu. A placa. que eu jurava que havia por ali, que contava a história e homenageava os naufragos deu lugar a outra que sequer dizia sobre o fato. Foi-se embora a história que atormentava as criancinhas e as impedia de pular no meio das pedras. Foi-se embora o símbolo do nauufrágio, foi-se embora mais uma parte de minha história.

O encanto do lugar parece que deu lugar a um certo desencanto, o chocolate perdeu o gosto do chocolate. A praia não é a mesma, tudo mudou. As praças, as pedras, a areia, até mesmo os prédios e hoteis. As pessoas também mudaram, passeam sem dar bom dia, vão dormir sem dar boa noite.

O meu paraiso virou somente o sorvete de crocante, de alguma forma a calda que antes eu podia colocar ali na sem gracisse do sorvete e da praia acabou.

Aos poucos a história muda, não se fala mais dos naufragos, não se fala mais que as pedras são assombradas, não se fala mais que a noite o homem do chapéu irá aparecer. Silêncio diante da perda de tudo o que muito significou para mim e que hoje fica na minha história. Pena que só ficou na minha.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Indo pra praia - Próximo Post só semana que vem...

Eu estava tentado a comentar sobre o texto do Forbes aqui no espaço do Blog ainda esta semana.

Estava, no passado.

Ontem tive o privilégio de assistir um filme que me fez deixar o desejo ao passado para compartilhar um bom filme que vale a pena assistir.

O filme Chama-se "Não me abandone jamais".

Link para o trailler: http://cinema.uol.com.br/ultnot/multi/2010/10/19/04029B3860DCC983C6.jhtm?trailer-do-filme-nao-me-abandone-jamais-04029B3860DCC983C6

Vale a pena cada minuto.

Em especial na parte que diz que ser humano ou qualquer outra coisa é na verdade sentir que ao final da existencia parece que não houve tempo suficiente para fazer tudo o que queríamos... Na verdade é mais ou menos isso, confiram até o fim que verão uma ótima atuação e ainda por cima uma excelente carga de detalhes super significantes que dão sempre uma idéia nostalgica de que humano é :

"Rir, chorar, sentir, amar, perdoar, odiar, tentar, falhar, conseguir, conquistar, viver, morrer e no fim, ter a certeza que de que talvez por um momento a frágil e fulgaz existência de si mesmo tenha valido a pena."

Semana que vem podemos conversar mais.

Abraços a todos.

Marco Leite

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Um ponto a mais aos Lacanianos:

"REFLEXÃO:
Massa Cinzenta

Em Londres, poesquisadores descobriram que a região responsável pela autoconsciencia fica logo atrás dos olhos. Esta parte parece ser mais desenvolvida nas pessoas que têm uma capacidade maior de introspecção e de reflexão sobre suas próprias ações. Os cientistas da Universidade College examinaram 32 pessoas saudáveis, avaliando o grau de confiança em suas respostas a determinadas questões e concluíram que o volume de massa conzenta na parte anterior do lóbulo frontal do cérebro é um importante indicador da capacidade de reflexão da pessoa sobre si mesma. Esta região esta relacionada a diversas funções cognitivas superiores, como as da linguagem, da memória de trabalho e do raciocínio."

Este texto foi extraído da Revista Psiquê na sua edição de aniversário, Ano V nº 60.

Pontos a Lacan que descreve que o sujeito só passa a ser humano na medida em que ele adentraria na linguagem. Lacan faz um trabalho impressionante no aspecto da linguagem como definidora dos seres humanos. Estou tentado a crer que realmente este é ponto central que enfim traria um ponto final (parece redundante) à questão referente ao que difere os seres humanos dos animais.

Podemos desde a biologia (polegares opositores) até mesmo às diferentes religiões (alma e espírito) encontrar pontos que podem ser de certa forma filosóficos ou ainda científicos quanto ao que nos difere dos outros animais.

Lacan pega o caminho mais curto. A nossa linguagem, que é a genese da cultura, é aquilo que temos de tão especial. Não que os outros não tenham certa forma de linguagem, mas é especificamente a linguagem humana e não a canina ou a das abelhas que nos insere na cultura humana.

Podemos então a partir do artigo supracitado pensar (talvez ainda não podemos concluir) que aos poucos com a introdução da linguagem a pessoa irá se contituindo de acordo com o que os outros dizem que ela é. A partir da cultura (dada pela linguagem) ela irá passar pelo processo de identificação e com isso quanto maior o nível cultural maior seria então a sua própriocepção.

Muito interesante a edição de aniversário da Psiquê. Os responsáveis estão mais uma vez de parabéns.

Próximo Post ainda nesta semana provavelmente estarei abordando um texto na mesma edição escrito pelo Psicanalista Jorge Forbes sobre " A DIFERENÇA que se é".

 
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