quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Tocando o vazio
1:16 PM
Marco Correa Leite
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Cotidiano: toques.
3:22 PM
Marco Correa Leite
São sempre toques, estes toques ás vezes são acompanhados de olhares, sorrisos discretos ou feições ranzinzas, ainda sim, eles sempre são o ponto de partida para uma reação.
Reagir a um outro, uma outra pessoa que se enconstou, ou que foi encostada por mim. O toque é sinal de que não estou só no mundo, de que há vida fora de meu mundinho.
Tocar e ser tocado é por princípio o que nos ajuda a manter contato. Bem no início de nossas vidas somos todo toque, todo contato na barriga de nossas mães. O bebê após nascer as vezes não quer leite, não quer ser trocado, não quer a voz, quer apenas o aconchego de um toque, aquele toque de que está acostumado, o toque da mãe, so pai, dos avós...
Tamanha a importância do ser tocado que pessoas que não se tocam se tornam mais fechadas, com maior propensão a doenças de pele. A pele é o maior orgão do corpo humano, deve ser estimulado da forma como convém, com o toque.
Um beijo, um abraço, um carinho, um toque, além de ser bom, segundo muitas pesquisas, também ativam nossas defesas orgânicas, melhoram nosso humor e nos faz mais felizes.
A partir do toque surge a atenção a algo que está acontecendo ou que aconteceu, a partir daí utilizamos outros sentidos como o olhar...
Continua semana que vem.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
O NADA: construir a partir do vazio
1:31 PM
Marco Correa Leite
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Cotidiano X Rotina X Tédio
8:47 PM
Marco Correa Leite
As três palavras se encontram em nossa mente, e quase sempre tem um sentido parecido, o do tédio, o da imutabilidade, o sentido de que será assim e pronto.
Meus caros leitores, o Tédio, é uma palavra que expressa um sentimento diante de um momento em que vivemos. A rotina até pode ser tediosa, mas o cotidiano jamais o será. A rotina vem da palavra Rota. Estabelecer uma rotina não é para qualquer um em nossa sociedade, afinal, quem tem uma rota a seguir é porque tem um objetivo para alcançar. Quem faz a rota somos nós, quem estabelece nossa rotina e a forma como enxergamos todo o caminho para chegar lá somos nós mesmos.
Cotidiano já é outra coisa. Muito fácil de ser confundido com a rotina, parece que o cotidiano é o dia a dia, um após o outro, uma sequência de sóis e luas e nada mais. Dá a impressão de estar estático, parado no tempo, ou melhor, para além do tempo.
O filme nacional "Amarelo Manga" traz uma mostra do cotidiano, da rotina de algumas pessoas e do tédio que é para alguns a vida como ela é. Mas também mostra que dentro do cotidiano existem muitos fatores que são incontroláveis e são exatamente estes fatores que fazem valer a pena viver o dia a dia.
A filósofa Arendt (1985 p.5) irá escrever uma definição sobre estes eventos que irrompem no cotidiano como fenômenos que interrompem a rotina e dão um novo sentido, uma nova rota, ou ainda um novo destino, uma nova escolha para as pessoas.
Pensar o cotidiano como um mecanismo imutável, tedioso, sempre mais do mesmo, pode simplesmente ser um estado de espírito, afinal de contas, não existe um por do sol igual ao outro, um sorriso igual ao outro, muito menos um dia igual ao outro. Mesmo que estejamos fazendo sempre a mesma coisa.
Ref: Arendt, H. Da Violência. Brasília: UnB, 1985
domingo, 14 de novembro de 2010
REATIVANDO O BLOG.
12:31 PM
Marco Correa Leite
Espero que aproveitem ainda mais do que antes.
Abraços.
Marco Leite
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
é impresionante
1:58 PM
Marco Correa Leite
Bom, como ele não deixa mensagens dizendo o por que está ruim, sou obrigado a me perguntar e refletir muito sobre o por que ele volta aqui?
Faz algum tempo que não posto nada no blog, o blog esta meio que às moscas mesmo. Desculpem aos que tentam acompanhar o blog, é que realmente não tive tempo neste segundo semestre. Mas voltando ao assunto o que leva uma pessoa a sempre buscar na mesma coisa "ruim" uma coisa boa?
Afinal, acho que ele não estaria simplesmente entrando aqui e perdendo o tempo dele, espero eu que pelo menos tenha lido os posts. O que será que este sujeito espera? Isso não posso dizer, mas o que posso e vou comentar um pouco é sobre o por que a gente insiste tanto em coisas que já sabiamente nos prejudicam, são ruins para nós.
Dentro da psicologia comportamental (behavioristas me corrijam se eu estiver errado) existe um pensamento sobre a história de vida das pessoas e que de alguma forma aquela maneira de agir já foi um dia reforçador para a pessoa.
Explicarei em portugues, rs. A psicologia comportal diz que em alguns momentos a pessoa agindo daquela forma já foi feliz, já se sentiu bem, mas que agora embora o ambiente (pessoas, lugares), possa ser o mesmo, algo mudou e quele jeito de agir não mais traz felicidade.
Tudo bem pode ser isso, mas aos curiosos de plantão, o que ocorre com a pessoa sujeito, aquele que pensa para continuar agindo daquela forma que agora é errada?
Temos em nós uma grande dificuldade para mudanças em nossos modos de agir, segundo Freud, o ser humano tende a repetição. Uma vez que praticamos algo que nos foi agradável, aquela sensação de agradavel ficara para sempre marcada em nossa pessoa (mesmo que de forma inconsciente).
Lembre quantas vezes (pelo menos comigo funciona) você chega em casa depois de uma viagem longa e sente o cheirinho da sala, do quarto, que delícia que é. Aquilo tudo ficou gravado como bom. Pode ser que você venha a sentir o cheiro em outro lugar, o que desperta o mesmo cheiro mas em outro lugar? Desperta a mesma sensação de bem estar, aquela sensação de estar perto de casa ou em um lugar familiar.
Ficamos de certa forma "presos" aos sentimentos que nos acomenteram diante das situações e para compreender que embora seja coca cola, a coca zero não é igual a outra nem sempre é tão facil assim. É necessário toda uma re-significação ideativa, sensitiva e afetiva, mas não se engane por que ainda assim ficaremos com saudade do momento em que esperimentamos aquele gostinho de quero mais.
Na falta de opções, sempre acabamos indo pelo mesmo caminho em que já pisamos, voltamos ao lugar que um dia foi bom mas que hoje nos faz sofrer, mas que hoje é ruim.
Então o que fazer?
Agora digo ao meu caro visitante, mude de blog, escreva o seu, ou comente para ajudar a construir o conhecimento meu e de quem mais tem gostado do blog.
Em outras palavras e isso é para todos, se quisermos mudar nosso jeito de ser e agir é necessário se expor a novos ambientes, novas amizades, novos laços sociais. Pode ser que aquele negócio que tem nos feito mal continue nos chamando a fazer novamente, mas dessa vez teremos opções para dizer sim ou não para o que nos faz mal. Claro que não é tão simples assim, o processo é doloroso, longo, mas ao final, vai valer a pena.
sábado, 17 de outubro de 2009
Olimpíadas??? Será mesmo?
4:02 PM
Marco Correa Leite
Não duvido que será um evento surreal, não duvido que haverá ladroagem, não duvido que haverá caixas 2,3,4...171. Duvido sim que será uma Olimpiada. Duvido que as coisas mudem alguma coisa, duvido e espero o tempo me provar o contrario, que isto gerará riqeuzas ao povo brasileiro. A riqueza virá do povo de fora, e voltara para fora como veio (basta saber quem são os donos das redes de super mercados, hoteis e restaurantes de luxo).
Penso que da mesma forma como se gasta para as olímpiadas será gasto depois o dobro, ou o triplo para desfaze-la na mente dos brasileiros. Viva o Lula, que trouxe as olimpiadas para o Brasil, e viva o Lula que sacou que não estara no governo do País em 2016. Agora o Viva a Realidade, a realidade que os superfaturamentos irão trazer, a realidade das pessoas empregadas temporariamente, a realidade da sensação de que talvez se gastassemos o dinheiro faraônioco em financiar os bons alunos e bons atletas de nosso país poderíamos ganhar mais medalhas e trazer o ouro pra cá.
Mas não, seremos novamente o país garimpado pelos estrangeiros. Estrangeiros que chamaremos de hermanos, de companheiros, de amigos. Estrangeiros que estranhamente não compreendem o que é Brasil. Por mais que vivam aqui jamais irão compreender nosso "day by day" ou ainda nosso "brazilian way of life".
Aposto que as praias de Floripa, os parques de Curitiba, os museus de joinville, a grande oktoberfest em blumenau ou ainda o belíssimo festival de gramado atrairiam muito verdinhas ao nosso belo Brasil com o investimento correto.
Até aqui em Londrina no nosso FILO, se houvesse mesmo um incentivo (nada tão astronomico, se bem que merecia), poderíamos fazer do Brasil uma grande cidade olímpica.
Mas o que estou pensando, Viva o Lula que já está transpondo o rio são francisco, que já está retirando a casa de quem o elegeu, que já está dando bolsa familia ao invés do prometido emprego. Viva o Lula que faz com que o povo brasileiro seja mais solidário nesta crise mundial e mande dinheiro (sim, mandamos dinheiro nosso pois pagamos os impostos) para financiar compra de caças para proteger um investimento ainda nãop comprovado (pré-sal). Viva aos caça níqueis e aos bingos que já são comprovadamente esquema de mafia para lavagem de dinheiro e que logo logo será aprovado. Viva a distribuição de Pílulas do dia seguinte nos postos de saude, viva também a hemorragia e aos médicos que se viram depois para tentar salvar as crianças que usam disso pois pensam que o sexo é um brinquedo. Viva o Brasil senhor Lula, Viva.
Não me venham com o discurso de vosso presidente falando e chorando sobre isso ou aquilo, quero comemorar hoje, afinal só temos hoje vissto que os milhoes gastos para a propaganda do "pró alccol" estão sendo substituídos por bilhoes para propagandear a queima de mais gasolina (em tempo ainda, nosso presidente disse dia desses que deveríamos começar a produzir carros a diesel). Viva a petrobras que vende para o brasileiro um produto de péssima qualidade com um preço de gasolina de fórmula 1.
Viva a Fantasia, viva a fanta, viva a asia, viva a minha asía.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Mais de Jorge Forbes
10:26 PM
Marco Correa Leite
Artigo de Jorge Forbes publicado no jornal O ESTADO DE S.PAULO, caderno ALIÁS - DOMINGO, 1 DE MARÇO DE 2009

O descontrole ocupou as primeiras páginas dos jornais, nessa semana.
Para começar, milhões de estudantes brasileiros e seus pais sofreram, e continuam a sofrer um verdadeiro inferno, em decorrência do roubo da prova do ENEM.
Nos Estados Unidos, David Letterman, o homem das cartas, famoso apresentador de televisão, foi mais um que expôs a variedade de suas carícias ao olhar público, constrangido por um chantagista - repugnante como todos o são - que o ameaçava de publicar suas incursões secretas se não lhe fosse paga uma alta quantia em dinheiro.
O Hotmail, por sua vez, sugeriu que as senhas de seus usuários fossem trocadas devido a inúmeras terem sido descobertas e publicadas.
A conclusão é fácil: não há segurança possível, se por segurança for entendido o direito de cada um manter indevassados os aspectos de sua vida. Não há barreira ao conhecimento, atualmente, que não possa ser quebrada. Estamos em uma loteria, quem for sorteado poderá ter fatos da sua vida expostos. O progresso dos sistemas de controle parece andar sempre um passo atrás dos sistemas opostos, os de sua quebra. Às vezes, como no caso do ENEM, nem se tratou de vazamento sofisticado: a cena repetida à exaustão nos telejornais, do funcionário escondendo o exame dentro da cueca, mostra a força devastadora e humilhante do prosaico, apesar dos múltiplos olhares eletrônicos.
Além disso, como não pensar que em todos os ENEMs deve ter havido alguma escapada de informação, da mesma forma que na maioria das provas vestibulares? Quem pode se apresentar como o arauto do controle total? Sabemos o que esperar dos burocratas de plantão, nesses casos. Após uma série de mútuas acusações chatíssimas e ad nauseam, que ocupam tempo precioso dos debates televisivos, aparece alguém com a solução esperada e óbvia: um sistema mais aperfeiçoado de controle, nesse caso, um cofre mais bem fechado.
Pensam que foram hackers especializados os que quebraram as senhas do Hotmail. Não necessariamente. Para a alegria da moçada, o mercado oferece uma série de gadgets tecnológicos capazes de realizarem pequenos roubos internéticos, a começar, é claro, pelos arquivos do seu colégio, com o objetivo de melhorar as sua notas e as de seus amigos, no clique do ratinho, digo, do mouse. Se antigamente as crianças ficavam contentes em descobrir alguns segredos de seus pais, por ser uma forma de escapar ao jugo da autoridade vivida como aplastrante, imaginem o que sentem ao invadir uma escola, ou, em sonhos, um banco.
Do ponto de vista psicanalítico, temos três tipos de intimidade: imaginária, simbólica e real. A imaginária e a simbólica têm em comum o fato de poderem ser representadas: uma, na imagem e outra, na palavra. O mais interessante para os dias de hoje é a terceira, a intimidade real, por exatamente não poder ser representada. Ela diz respeito a um sentimento silencioso que habita cada pessoa, que, embora não possa ser expresso de nenhuma maneira, nem por palavras, nem por imagens, só podendo ser aludida poeticamente, orienta os atos fundamentais da vida de cada um. Imagens podem ser roubadas, palavras podem ser copiadas, mas a intimidade real não, ela é indevassável exatamente por não ser passível de representação. Um exemplo sensível seria imaginar que você pode ter a fotografia do Roberto Carlos, que você pode saber muita coisa da vida dele, no entanto, se encontrá-lo, você vai ver que não o conhece. O mesmo se pode dizer da atriz que tem seu corpo nu estampado em uma revista masculina; isso não a faz mais conhecida sua, e, ao encontrá-la, nada lhe permitirá uma conversa de alcova.
Temos, em decorrência, duas políticas possíveis para tratar o descontrole: imaginar que ele é fruto de imperícia, ou que é estrutural da espécie humana. Ser adepto do primeiro caso incorre nas tendências paranóicas atuais de controlar sempre mais e melhor. Não é impossível que cuecas venham a ser proibidas em certas repartições. Concordar com a segunda hipótese, a da falha estrutural na constituição humana, nos conduz a buscar uma nova política que inclua o erro, sem por isso diminuir o acerto.
Isso não quer dizer que deveríamos defender uma liberalidade desregrada, claro que não. O que quer dizer é que não devemos nos desesperar frente a exemplos como o da quebra do sigilo do exame do ENEM, e muito menos se confortar com o lamurioso e obsoleto – “Só no Brasil, mesmo”. Exames são imprescindíveis na organização social, suas falhas, paradoxalmente, também. O governo pode criar o exame para controlar os exames dos colégios; duro será criar agora o exame do próprio exame que controla os outros exames. Os adeptos da Lógica, aí reconhecerão um exemplo do famoso paradoxo de Russell. De saber se equilibrar na difícil gangorra do conflito perene do homem com a civilização, depende a boa política.
O que tudo isso tem a ver com as Olimpíadas no Brasil, também notícia maior da semana? Tem o seguinte: há os que acham um absurdo as Olimpíadas aqui devido à premência de problemas sociais que se beneficiariam da verba destinada ao esporte. Para esses, a melhoria social se dá linear e progressivamente, conforme uma hierarquia de valores por eles estabelecida. Nesse caso, as Olimpíadas estariam nos últimos lugares das prioridades. Já outros, a maioria - pelo observado nesses dias - se dá conta que o desenvolvimento social se dá descompassadamente, por saltos: um lugar avança mais, influencia outro que por sua vez muda, e assim por diante, tal qual uma epidemia.
O ENEM, mal ou bem, será realizado; Lettermans, mal ou bem, voltarão para casa; as senhas da internet, mal ou bem, serão secretas; cada um ficará bem, se souber se apoiar preferencialmente em sua intimidade real, deixando as outras duas aos leões; e o Brasil realizará as Olimpíadas.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Trauma
11:33 AM
Marco Correa Leite
Como de costume, ao post anterior se segue um outro com a explicação.
O que narrei no post anterior foi uma situação onde eu não tinha nenhum referencial para agir. Embora eu tivesse sim toda uma estrutura psíquica organzada e com uma boa base teórica apropriada para vivenciar e atuar sobre aquele acontecimento, por que é que não consegui fazer?
Embora a explicação por si mesma seja realmente simples, a experiencia disso nos levanta muitas questões. Por exemplo, se aquela era minha função, e eu estava prepara para tudo o que aconteceu, quer dizer então que eu fiquei traumatizado?
A resposta é simples. Sim.
No entanto, não quer dizer que aquele momento em si foi traumático, mas foram outros momentos que eu passei na minha vida na qual aquele novo momento me fez relembrar, reviver, re experimentar os outros momentos não elaborados pela minha psiquê.
Explico melhor:
Freud descreve um caso que nos levará a compreender com mais facilidade. O caso katarina (ou o caso da menina da montanha, como queiram) nos traz justamente um aspecto fundamental para a compreensão da definição de Trauma feita por Freud.
A garota havia sido abusada em sua infancia pelo seu pai, porém sem saber o que acontecia, ou seja, sem ter nenhuma representação psíquica outra que desce um sentido sexual para as investidas de seu pai, acabou ficando por isso mesmo.
Ocorre que, algum tempo depois, Catarina flagra seu pai fazendo a mesma coisa com sua prima. Como neste momento do flagra Catarina já estava ciente do que estava acontecendo pois estava já bem mais velha, ela então fica "traumatizada" com o que aconteceu. Segue-se ao trauma da visão de seu pai com a prima alguns sintomas descritos como histéricos.
Podemos dizer então que a situação em si mesmo não tem muito o que "traumatizar", porém a representação simbólica que se liga ao real e que afeta o sujeito acaba por fazendo uma série de sintomas que ao aparecer denominamos de situação traumática.
Perceba bem caro leitor, não é um acontecimento apenas que nos leva ao trauma, mas a significação dos acontecimentos passados. Mais um exemplo: é como se a pessoa tomasse enfim consciencia das grandes besteiras que fez durante sua vida e agora com um diagnóstico de Cancer de pulmao (sem ainda os sintomas do cancer), a pessoa acaba entrando em depressão profunda, não que esta seja uma condição do cancer, mas pelo contrario, é uma condição dela mesma de lidar com tudo aquilo que ela viveu.
Ocorre uma re-significação dos atos desta pesssoa, ocorre que no momento que lhe é dado o diagnóstico de câncer poderia ser falado que o cancer dela é simples, ou que ainda este diagnóstico estava errado pois foi feito outros... enfim. Não importa as palavras ditas, mas o que as palavras afetam nas pessoas. Este afeto da palavra podemos dizer ainda de outra forma, em que representações estas palavras se ligam.
Para mim, aquele momento de perda de alguém me lembrava de minhas histórias de perda. Quando perdi parentes queridos minha vontade era de ficar na companhia dos parentes que me restaram, sem dizer nada, apenas estar na companhia deles. Foi o que aconteceu, no momento em que percebi o choro e tudo aquilo me afetou, voltei para traz e pensei, farei o que eu gostaria que fizessem para mim. Fui presente.