segunda-feira, 31 de agosto de 2009

ENTRE UM POST E O OUTRO...

Perdoem-me pelo lapso de tempo em que fiquei sem postar. Na realidade eu estava postando quando tive um contratempo e até então não tive mais tempo de postar aqui no Blog.

Quando a cronica que se seguiu nos 2 ultimos Posts, ela é uma crônica dividida em começo, meio e fim. Porém o fim cada pessoa faz da forma que compreende melhor para a história. Não há um final pré-determinado.

A história deve ser justamente narrada e com um espaço de tempo entro o primeiro conto e o segundo que deveria ser construido com as pessoas que estão ouvindo.

Eu pretendi publicar este conto pois é um conto que meche demais com as fantasias da gente. Uma familia bem estruturada, um jovem que parece ser um bom rapaz mas que está passando por uma certa dificuldade neste momento de sua vida. Para completar, uma carta.

Quando nós não estamos calmos, quando estamos envolvidos em algum tipo de estresse ocorre com maior frequencia os lapsos, os atos falhos, os chistes, entre outros caminhos do nosso inconsciente.

O pai ao ler a carta não se deu conta que havia uma assinatura na carta e que não era a do filho dele, foi um lapso.

Nossa fantasia também trabalhou entre um conto e outro, uma mistura de desejos, cada um querendo um final para a história mas todos querendo um bom final. Escrevo um bom final pois percebo que um final "feliz" nem sempre é tão feliz assim, e que o bom pode ser bom para todos, o que irá variar é a medida do bom.

Deixar as fantasias de lado, respirar fundo e dizer "fudeu" - um amigo meu dizia isso. Perceber a realidade vai muito mais além do que entrar nela e a compreender (compreender - entender trazendo para minha história de vida, sendo assim, é o que EU entendo, o que EU acho). Perceber a realidade é mais ou menos como aquela brincadeira de andar sobre as brasas. As brasas não queimam os pés, mas são brasas e se eu ficar parado vai queimar.

A realidade que se apresenta é a brasa, o ato de queimar dependerá de minha atitude diante dela, se eu correr sobre ela não queimará tanto, mas se eu ficar parado irá queimar. Em abos os casos a realidade da brasa não mudou, ela queima.

As fantasias embora nos atrapalhem em algumas muitas vezes, também nos são úteis em diversas situações. Lembra daquele ditado que diz "Dos males o menor"? Quais são estes males senão os imaginados para determinada situação experienciada?

Convido a uma reflexão sobre nossa posição frente a nossa vida. Será que estamos imaginando a brasa queimando (como o pai na história sem nem conseguir o que estava sentindo) mesmo sem ter experimentado a travessia?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fim da história

Para sua surpresa Carl o encontra no chão deitado em meio a uma pilha de papéis.

Lucas não havia escrito a carta.

Sua mãe ao subir encontra os dois chorando no quarto abraçados, como velhos amigos que se encontram após algum acontecimento trágico na vida de um deles. Embora apenas um tivesse sofrido a dor da tragédia, o sofrimento foi como que plasmado pela amizade no outro, assim sendo havia se cristalizado em ambos através da relação que mantinham. Os dois choravam pelo sofrimento de um só, mas também choravam pela alegria do re-encontro.

Carl jamais havia imaginado que um dia iria chorar de alegria por re-encontrar o filho perdido, mesmo que o houvesse perdido apenas em sua imaginação.

Margareth jamais entendeu como seu marido podia estar tão desesperado sendo que embaixo da carta estava escrito o nome de um outro rapaz. Desta vez, entretanto, cão conteve sua emoção e gritou com o marido. Por favor, este tal de Ricardo está para cometer uma bobagem e você fica aí chorando que nem criança? Vá trabalhar, afinal não é exatamente para isso que te pagam?

Lucas em um salto pulou e pegou a carta, disse que era de um amigo seu que estava indo viajar para o Canadá pois havia se apaixonado e seus pais não queriam a viagem. Tudo explicado mas pouco bastava para aqueles corpos carregados de um sentimento indescritivel de alívio, medo, alegria e que ainda mostravam um pouco de lacrimejamento.




segunda-feira, 24 de agosto de 2009

CRONICA DO COTIDIANO... TENHO EM UM PAPEL...

Lucas era um rapaz em seus 20 anos, estava estudando em uma das mais bem conceituadas faculdades de seu país. Havia recebido já alguns prêmios e alguns troféus durante os 7 períodos que completara cursando Engenheria Biológica. Nas paredes de seu quarto, fotos e mais fotos de viagens, amigos, namorada, família, e um recorte de jornal com seu nome e uma matéria que havia sido publicada devido ao seu trabalho dde campo.

Era um bom filho, um ótimo amigo, um excelente aluno, era quase perfeito. Poucas pessoas podiam se dar ao luxo de dizer que ele havia passado por elas, conversado e então ido embora sem fazer alguma diferença.

Um dia os problemas começaram a aparecer. Sua namorada havia terminado com ele, ele tirou então sua primeira nota C na faculdade, perdeu um de seus melhores amigos em uma competição de Hugby. Tudo aquilo em menos de um mês.

Seus pais receberam em casa uma carta que dizia assim:

Queridos pais, orbigado por tudo o que me fizeram mas hoje nada mais importa. Recebi tudo do bom e do melhor, talvez eu tenha sido apenas um reflexo de tudo o que me deram até hoje, por isso parto feliz, em paz. Peço de coração que me perdoem mas sei que um dia irão compreender, sei que uma hora me darão razão.

Seu pai trabalhava como detetive particular e não podia compreender o que acabara de ler. Seu filho havia escirto aquela carta a mão, e ele não percebera jamais o sofrimento de seu filho tão querido, suas pernas ficaram fracas, ele perdeu a cor, perdeu as forças e se sentou no chão. Chorou.

Margareth vendo tudo aquilo com seu esposo, correu e o apoiou, segurou em suas mãos, trouxe-o para dentro e gritou por Lucas, mesmo sem ter conhcecimento do que estava na carta seu coração de mãe sabia que algo estava errado.

Carl chorava de raiva, não sabia se dele, de seu filho ou de sua esposa, mas tinha raiva. Ao entregar a carta a Margareth, levantou-se tateando pela poltrona e deu um grito, isso não vai ficar assim.

Margareth Após ler a carta se sentou e contendo uma ou outra expressão facial disse ao seu marido.

- Meu bem, o que está pensando em fazer?

Respondendo de forma ríspida e direta disse novamente. Isso não vai ficar assim.

Carl subiu então as escadas entrou no quarto de seu filho e para sua surpresa ...

CONTINUA NO PRÓXIMO EPISÓDIO...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lixo

Sabe quando começamos a reparar que em nosso dia a dia estamos acumulando lixo demais, sujeira dos outros, coisas que não precisariam estar ali guardadas. Estes momentos são muito preciosos em nossas vidas, ultimamente tem sido raros visto que nada mais é guardado, parece que nada fica, parece que quanto mais se tenta aplacar a sensação de vazio mais se percebe a profundidade desta falta, desta marca que embora esteja em nós, nunca conseguimos preenche-la totalmente.

Algumas pessoas defendem a regra do "experimenta". Tenho que experimentar de tudo quanto me for possível para saber se algo é bom ou ruim. Nossa, me espanto com o tanto de lixo que estas atitudes geram nos corações. Chega um momento que tudo está guardado, interiorizado em uma ministura frenetica de realidade e subjetividade que as experiencias vividas (leia-se nossas memórias) passam a se tornar impossíveis de serem revividas.

Quero acreditar que isso já aconteceu com vocês que vem acompanhando meu blog (este vem acho que está fora da gramatica correta...), então vamos ao exemplo, sabe quando procuramos um objeto, ou um livro que gostamos demais de ter lido, e ao abrir a primeira pagina a quantidade de poeira deixa impossível de se ler? (já precisei tomar "Alegra D" pra estudar na biblioteca da UEL, achei o máximo).

Assim como pegar um livro antigo, que nos emocionou ou que foi imensamente significante em um momento de nossas vidas e não conseguir mais nem sequer sair das primeiras páginas, assim também ocorre quando vivemos "experimentando" de tudo um pouco. Assim como o livro vai acabar virando lixo ou doação, nosso corção acaba marcado por aquele momento, mas com a certeza de que nunca mais vai viver aquele momento.

Acredito que existam duas formas de viver este "nunca mais". A primeira forma é se deparar com o momento derradeiro do livro e ficar insistindo, se atormentando, espirrando, sofrendo, e por fim, acaba-se por transformar o que era bom em um martírio, em uma auto flagelação para ter aquilo que passou e não volta mais.

Por outro lado, podemos olhar o livro, ver como ele ficou e relembrar o que do livro ficou em nós, e se desfazer do material, sem se desfazer da essência.

Confesso que a segunda opção é muito mais bela, e menos romantica do que ficar "chorando o leite derramado", mas para que isso ocorra é necessário uma certeza de que o livro foi lido. Para que possamos nos despedir de uma situação é necessário ter experimentado ela da forma mais pura possivel, na intensidade em que nós nos permitimos experimentar e quando ela passar, dizer que foi bom.

Aí volto ao começo do post de hoje, será que teríamos tempo de experimentar nesta vida todas as situações desta forma tão intensa e profunda? A resposta é simples NÃO. Então aproveitemos as experiencias dos outros e em vez de ficar guardando lixo, coletemos e guardemos em nossos corações o que pra outras pessoas valeu a pena. Nem por isso será também bom para mim, mas não custa tentar não é mesmo?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

DESCARTAVEIS, TOTALFLEX...

Estive pensando um pouco esses dias, nossa sociedade prega o descartavel, mas não o reciclado, já pararam para pensar nisso?

Quantos vazilhames de descartaveis nós compramos, ou ainda melhor, o "casco" é reciclavel mas para onde está indo? Quantas empresas recicladoras você conhece em sua cidade, ou ainda em seu estado?

Acho que a maioria dos produtos que nós enquanto sociedade consumimos têm embalagens ou são reciclaveis. Porém, ao caminhar pelo aterro sanitario de nossa cidade o que vemos de produtos e embalagens reciclaveis jogados por lá é muito impressionante.

A razão pela qual estou escrevendo isso tudo é porque pregamos uma melhora de vida e uma certa proteção ao ambiente (na realidade narcisicamente visto que "salvar" o ambiente está assegurando a própria manutenção da vida humana), mas enquanto pregamos estas coisas de reciclagem, apenas descartamos o nosso produto para o lixo.

Queria partilhar um pouco dos produtos do nosso coração. Nossos sentimentos, amizades, sonhos, tudo está sendo produzido como "descartavel", não vou ficar enchendo liguiça sobre este tema que já é tese de doutorados pelo mundo inteiro em nossa sociedade. Quero ver o outro aspecto, o aspecto de reciclar aquilo que foi feito para ser descartável.

Pensemos que se construímos amizades descartáveis, elas podem ser reaproveitadas ao em vez de serem jogadas fora, é que estamos acostumados a jogar tudo no lixo, e descartavel não quer dizer necessariamente lixo, na maioria das vezes os descartaveis são reciclaveis com algumas excessões.

Não podemos deixar que um sentimento de amor se torne de um dia para o outro um sentimento jogado fora por um erro de alguém. Porque não tentamos reciclar o sentimento que "sobrou" em vez de jogar fora ou ficar gaurdando uma mágua ou até mesmo uma idéia de amor que nunca mais será igual?

Se pensamos em uma sociedade com valores descartaveis, isso nem de longe deveria ser uma coisa ruim. Ao terminar de tomar um refrigerante por exemplo, a garrafa pet pode ser guardada para que coloquemos outros liquidos nela, e as vezes até mesmo a água. Convenhamos que a água é mais importante que o refrigerante para sobreviver.

Utilizemos então nossos reservatórios emocionais para que dentro deles estejam produtos novos, sempre sendo renovados, e não vamos deixar que um sentimento fique cristalizado lá dentro. Lembremo-nos sempre que a água parada da dengue, mesmo no frio do inverno, ou então congela.

É necessario mecher no nosso dia a dia sempre renovarmos nossas amizades, nossos sentimentos, nossa vida. Uma vez li que o amor não é um sentimento, mas um cultivo entre duas pessoas que tem um laço de respeito entre si. Achei isso fantastico, afinal de contas, o amor é um ato e não uma carga de afeto. O afeto bom faz com que eu "ame", então demonstro meu "amor" afetando as outras pessoas da forma que eu julgo também ser boa, agradavel.

Vamos renovar em nós todos os dias os sentimentos bons, amemos uns aos outros, deixemo-nos amar.

Para finalizar o Post desta semana, que a gente veja as coisas ruins em nós e transformemos nosso "lixo" descartável em carrinhos, flores, jarras de água, aravores de natal... façamos de nossa vida uma vida total flex.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

FIDES ET RATZIO

"Tão cegos são os homens, que chegam a gloriar-se da própria cegueira!"

(Santo Agostinho)


Danuza Leão escreveu a matéria abaixo na Folha de SP, domingo 15/03/2009 logo embaixo tem a resposta pertinente de Felipe de Aquino que estudou física e matemática, mestrado na Universidade Federal de Belo Horizonte e doutorado no ITA em Ciências Aeroespaciais, pós-doc na UNESP; diretor de um campus da USP em Lorena, SP , por quase vinte anos, sempre eleito por seus pares.
Falando um pouco de religião:


Eu estudei em colégio de freiras e posso falar de cadeira dos recreios que perdi aos sete, oito anos, ajoelhada no milho na capela, para pagar os meus pecados. Isso não é sadismo em alto grau? Fico tentando lembrar que pecados seriam esses.

Teria falado na hora da aula? Teria comido um pedaço da sobremesa antes do almoço? Teria deixado de fazer algum dever?

E as freiras ainda nos induziam a fazer sacrifícios, tipo deixar de comer

uma mariola ou uma paçoca por amor a Deus. Sacrifício, a palavra que define a Santa Igreja Católica. E a missa obrigatória em todos os domingos e dias santificados? Depois disso, igreja, para mim, só em excursão turística - e assim mesmo só algumas.

É possível considerar o desejo sexual um pecado, um orgasmo um pecado, ter relações sexuais, mesmo de casais casados na igreja, sem outra intenção, a não ser a de procriar, um pecado? E ao considerar quase tudo que dá prazer um pecado, não dá para perceber o quanto as mentes católicas são doentes? E malvadas?

Os sacrifícios, tão cultuados entre os católicos - cordas apertando a

cintura, debaixo do vestido, até sangrar, eram um grande sinal de amor a

Deus. Mas o que deve acontecer naqueles conventos e seminários, com aquele monte de moças e rapazes com seus hormônios explodindo, mas tendo que seguir o sentido contrário ao da natureza para amar a Deus sobre todas as coisas, isso é segredo, e jamais saberemos o que lá se passa -mas minha mão no fogo eu não boto Será que são todos castos?

Dos padres pedófilos se fala um pouquinho, mas logo o assunto é esquecido. E da excomunhão dos médicos que fizeram o aborto na menina de nove anos estuprada não vou nem falar, porque tudo já foi dito. Para a Santa Madre Igreja, quanto mais se sofre mais se tem direito ao reino dos céus. Quem tiver uma doença grave será recompensado, se for cego, surdo, mudo e paralítico, é considerado um santo, praticamente, e ai dos que são felizes, dão risadas e gostam da vida. Estes estão condenados às trevas do inferno.Para ser um católico de verdade é preciso sofrer, e quanto mais, melhor.

Como têm prestígio as carolas vestidas de preto, com um véu na cabeça e um terço na mão, falando que este mundo está perdido (e levando um pratinho de biscoitos para os padres). Perdido está quem não aproveitou esta vida e nunca ouviu falar em felicidade, pois o que vem depois ninguém sabe direito. Pelo menos, ninguém voltou pra contar.

Mas também me revoltam as invenções praticadas em nome de Deus , das mais banais às mais revoltantes. Quem pode, em sã consciência, jurar amor "até que a morte nos separe?" Quem faz uma jura dessas é hipócrita, porque até as crianças do jardim-de-infância sabem que a vida não é assim.

Mas do que os cardeais gostam mesmo é dos paramentos, das vestes de brocado, dos cálices de ouro, dos tronos incrustados de pedrarias, do luxo das igrejas de ouro, dos quadros mais preciosos deste mundo e de dar declarações absolutamente inúteis, tipo "o papa está muito preocupado com a fome no mundo", como se essa preocupação resolvesse alguma coisa. Esse papa, aliás, que veste Armani e sapatos vermelhos de Prada. Se o Vaticano se desfizesse de metade de seus tesouros, é bem possível que não houvesse mais fome no mundo. Fui batizada, crismada e fiz a primeira comunhão, mas não cheguei ao ponto de me casar no religioso; e não me incomodaria nem um pouco se fosse excomungada.

RESPOSTA do Prof. Felipe Aquino que enviou a seguinte Carta:

Danuza,

Com muito respeito gostaria de lhe escrever. Que você não se importe de ser excomungada, não me surpreende, falta-lhe o dom da fé; mas dizer que se a Igreja vendesse os seus bens acabaria com a fome no mundo, isso é demais. Você sabia que o Vaticano é proibido de vender a menor peça do Museu do Vaticano, uma vez que o Direito Internacional o proíbe, por ser o Vaticano apenas o guarda disso tudo, segundo o Tratado do Latrão assinado com a Itália, em 1929? Você sabe qual é o tamanho do Vaticano? Resp. 0,44 km quadrados; não cabe nem um campo de aviação. Alíás, sabe quantos aviões tem o Papa? Zero. E ele é um Chefe de Estado; existe algum que seja tão carente? Fiquei arrepiado com tanta bobagem e preconceito que você destilou em sua matéria.Você fala de uma Igreja ( e de colégios) que já não existe, aquela que castiga, que impõe sacrifícios e intimida...O mundo mudou, Danuza. Como você eu também estudei em colégio católico, salesiano, graças a Deus; e assistia a missa todos os dias, graças a Deus! Com isso aprendi a perdoar as falhas do clero e dos homens: é uma questão de exercício de fé diante do Sacrifício do Calvário...É que nos salva! Você despreza o seu Batismo e a sua Crisma; eu quero lhe dizer que o único diploma que eu tenho coragem de expor na parede do meu escritório, é a minha certidão de Batismo; ele me abriu as portas do céu, me deu a graça de ser membro de Cristo, da Igreja, herdeiro do céu. O resto... vai ficar na terra. Estudei física e matemática, fiz mestrado na Universidade Federal de Belo Horizonte, e doutorado no ITA em Ciências Aeroespaciais, fiz pós-doc na UNESP; fui diretor de um campus da USP em Lorena, SP , por quase vinte anos, sempre eleito por meus pares. Digo isso para você saber que não sou um ignorante que faz da religião uma fuga; ou da Igreja um escudo de proteção; sou católico convicto. O que lhe faltou Danuza, infelizmente, foi ter conhecido a Igreja mais a fundo, mais de perto; faltou a você, já que gosta de ler, e a tantos que hostilizam a Igreja -Corpo místico de Cristo - estudar um pouquinho de teologia: cristologia, história da Igreja, escatologia, mariologia, dogmática, exegese bíblica, hermenêutica, liturgia, moral, mística... Se você, ao invés de se deter nas roupas do Papa, procurasse conhecer ao menos um pouquinho disso tudo; se os seus conhecimentos de Religião não ficassem apenas do tamanho do seu vestidinho de Primeira comunhão, tudo seria diferente em sua vida(tantos maridos, tantas festas...); e você não estaria pisando tanto e maldosamente na Igreja que Cristo fundou para a nossa salvação; mas, ainda é tempo... O que de melhor seus pais bondosos lhe deram foi pouco, não foi a fé. Procure-a e não a jogue fora. A vida terrena passa, o corpo se extingue, a velhice chega - você sabe disso - a morte se aproxima, mas a alma sobrevive, cuide dela Jesus disse: "de que vale ao homem ganhar ao mundo inteiro se vier a perder a sua alma"?

Com muito respeito e carinho,

Prof. Felipe Aquino
Site:
www.cleofas.com.br
Tel 0xx12 - 31526566 - Lorena - SP


domingo, 9 de agosto de 2009

Esta Gripe ainda me mata.

Esta gripe ainda me mata meus amigos. O tédio que ela tem provocado na minha pacata vida é inexplicável. Um exemplo simples de como está mudando meus nem tão saudaveis habitos do dia a dia é que ontem queimou a lampada do meu quarto, e hoje mesmo já a troquei.

O que demorava cerca de duas semanas, até mesmo um mês está sendo feito (confesso que um pouco contra meus principios) em um imediatismo que até eu tenho me surpreendido. O saldo de tudo isso tem sido positivo.

Arrumei meu quarto cerca de 4 vezes, e pasmem, continua meio bagunçado.

Troquei a Lampada 1 vez, se queimar trocarei de novo.

Visitei meus avós 3 vezes semana passada, e ao ser idagado do porque da minha visita, apenas consegui responder que estava indo ver como eles estavam.

Acreditem, esta gripe por um lado esta me fazendo bem, estou quase terminando o livro sobre orientação vocacional do Bohoslavski.

Amanha mesmo irei desentupir as pias aqui em casa.

Visitarei meus avós de novo.

Viajarei (provavelmente) com meu pai outra vez.

Isso sim que eh olhar com bons olhos o resultado de uma pandemia.

Quero colocar aqui meus pesames a todos que perderam seus entes queridos nestes momentos de dificuldades, seja pela gripe ou por outra coisa qualquer. Mas tentemos olhar o lado bom que se encontra em algum lugar desta bagunça toda.

Quem sabe não seria um bom momento para nos visitarmos a nós mesmos, já que devemos nos isolar do resto do mundo, suplico que não nos isolemos de nós mesmos, mas ao contrario, vamos aproveitar a brecha dos dias sem aulas, dos horarios de serviço reduzido e de tantas outras facilidades neste tempo dificil. Vamos ser melhores depois que tudo isso passar???

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"A extensão da pessoa jamais coincide com o limite de sua pele, mas inclui todos os objetos aos quais pode chamar "meus". Seu guarda-pó, seu consultório, sua oficina, seu banco, seus instrumentos de trabalho são parte da pessoa, tanto quanto sua família, sua escola, seu grupo de amigos, etc." (BOHOSLAVSK).

Este post é uma visão mais científica da pregação que eu fiz no Grupo de Oração Raio de Luz aqui de Londrina no ultimo domingo.

Fui lá falar sobre amizade, e acabei entrando em um território lindo, mas ao mesmo tempo muito dificil de ser tocado. Parece que as nossas relações com o outro sempre são de identificação e des identificação, em outras palavras, amor e ódio.

Não podemos imaginar o ser humano como tal sem um outro que o afirme como e quem ele é. Tentemos por exemplo saber quem é alguém que não conhecemos, apenas pelas por uma fotografia, ou pelo som de sua voz. Tente descrever a personalidade, seu jeito de ser, tente imaginar as coisas que ele gosta ou não gosta.

Agora, vamos passar para algo mais concreto "diga-me com quem andas que te direi quem és", diga-me o que ele faz para que eu possa chama-lo de Doutor, de Senhor, ou de Vossa Excelencia. Mostra-me o que ele tem de bom e de ruim, para que eu possa um dia quem sabe surpreende-lo elogiando ainda mais suas quelidades, ou ajudá-lo ante alguma dificuldade.

Aos poucos o cenário vai se formando, não necessariamente na presença da pessoa real que é o objeto das perguntas, mas é criada uma imagem virtual daquele sujeito através do conhecimento que um outro detém sobre ele.

Durante a descrição, eu descrevo o outro por situaçõe e particularidades que me são iguais ou diferentes, mas que em ambas, me sensibilizaram de alguma forma. Descrevo não a realidade do outro mas a minha realidade sobre o outro, o meu ponto de vista.

Nossas amizades também podem ser consideradas como particularidades de nós mesmos, pedaços de mim que estão nele e pedaços dele que está em mim. Eu o afirmo como pessoa, como sujeito não eu, e ele me afirma como sujeito não ele, me afirma como outro, como eu.

A perda de uma pessoa muitas vezes implica na perda de uma parte de mim, de um investimento de carinho, amor, de sentimentos que não tem mais um alvo específico para ser investido fora de mim mesmo. Perco uma parte do reconhecimento de mim mesmo naquele que se foi. Deixo de ser um pouco eu, deixo de ser um pouco ele, me torno outro sem eu nem ele.

Gostaria de responder agora brevemente uma pergunta que me fizeram após a palestra e que durante muito tempo eu me perguntei diante de meus lutos. E agora o que eu faço?

Como pessoa, digo-lhe que continue a amar aquele que se foi, continue a amar em você o que ficou dele. Não pense que perdeu alguém, mas comece a ver que aquela pessoa agora está como cristalizada em você. O amigo, o familiar, o objeto de amor ou ódio se foi, mas ainda acima de tudo, em você os traços daquele que ficou, do outro que é o novo eu.

domingo, 2 de agosto de 2009

FOBIA DA INTERNET

HOJE GOSTARIA DE DESABAFAR.

ACHO QUE ESTOU COMEÇANDO A TER FOBIA DA INTERNET, E O PIOR DE TUDO É QUE ESTOU GOSTANDO DISSO.

VEJO MUITAS PESSOAS PERDIDAS DIAS E NOITES NA INTERNET, CONVERSANDO, VENDO FOTOS, LUGARES, SONHANDO, VIVENDO. PERA AÍ, VIVENDO?

QUE VIDA ESTAS PESSOAS TEM LEVADO, QUANTOS ANOITECERES, QUANTAS CHUVAS, QUANTOS AMANHECERES A TECNOLOGIA TEM NOS CUSTADO. FICO PENSANDO, QUANTAS CORES, QUANTOS PERGUMES E ODORES, QUANTOS SORRISOS A TECNOLOGIA TEM NOS ROUBADO?

TUDO É TÃO VIRTUAL, DESCARTAVEL, QUE CORRO O RISCO ATÉ PARA ME ARRISCAR A DIZER QUE É OUTRA VIDA. TAKVEZ ESTEJA AÍ A FAMOSA VIDA APÓS A MORTE. PESSOAS MORTAS EM FRENTE AO SEU COMPUTADOR VIVENDO EM JOGOS COMO O "SECOND LIFE" (QUE ATÉ O NOME JÁ É BEM SUJESTIVO), OU TENDO RELACIONAMENTOS AMOROSOS EM MESSENGERS E OUTROS SITES.

LOGO LOGO DEVERÁ TER UM SITE QUE EXPLIQUE COMO SE RELACIONAR BEM COM OS OUTROS... EITA QUE ISSO TAMBÉM JÁ INVENTARAM.

HÁ ALGUNS ANOS ATRAS O RELACIONAMENTO HUMANO ERA FRUTO DE UM PROCESSO ENTRE AMBAS AS PARTES. HOJE CADA VEZ MAIS PARECE UM PROCESSO VIRTUAL, SE EU NÃO GOSTAR DO QUE VI, OUVI OU SENTI; DELETO.

PRONTO, SE EU CHORAR DELETO, SE EU BRIGAR, DELETO, "VOU TE EXCLUIR DO MEU ORKUT" ACHO QUE TEM ATÉ UMA MUSICA COM ISSO.

COMO SE FOSSE FACIL EXCLUIR UMA HISTÓRIA, AS LEMBRANÇAS, OS AMORES E AS DESAVENÇAS.

MINHA FOBIA VEM DAÍ, PARA MIM NÃO É FACIL, MAS MUITA GENTE FAZ PARECER TÃO "NORMAL", SERÁ QUE EU ESTOU ULTRAPASSADO? QUEM DIRIA, JUSTO EU QUE SEMPRE QUIS MEU NOTEBOOK, MEU MERCEDES, MINHA BANHEIRA DE HIDROMASSAGEM COM LUZINHAS E TERMOSTATO. QUERO TUDO ISSO PRA DIVIDIR COM ALGUÉM, SENÃO QUE SENTIDO HÉ EM SER FELIZ E FICAR SORRINDO SOMENTE DIANTE DO ESPELHO?

POIS É, É BOM A GENTE SE CUIDAR. DIA DESSES EU ATÉ DEI UMA GARGALHADA NA FRENTE DO MONITOR E AINDA RESPONDI EM VOZ ALTA UMA MENSAGEM NO MSN... DAQUI A POCO VOU ACABAR RESPONDENDO TAMBÉM OS BOAS NOITES DO JORNAL NACIONAL...

sábado, 1 de agosto de 2009

ENTREVISTA COM VIKTOR FRANKL

PARTE 1



PARTE 2

 
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