segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

UM ABRAÇO...

Rotina, mediocridade, omissão, apego, preocupação e idolatria

Arcebispo enumera seis perigos


LONDRINA, terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de Londrina (Brasil), Dom Orlando Brandes, dedicou uma mensagem aos fiéis nesta terça-feira em que ele alerta sobre seis perigos.

O primeiro deles é «a rotina». «É o pecado capital da preguiça. A rotina torna a vida sem graça, monótona, sem expectativa de melhora e de transformação. A rotina é a morte do cotidiano, o desprezo dos valores e das maravilhas. É um caminho destrutivo», destaca.

Em segundo lugar, o arcebispo alerta quanto à «mediocridade». «A pessoa medíocre não quer saber de estudo, da participação, de transformação. Vive na alienação, contenta-se com o menos, não quer compromisso.»

«Faz um ‘pacto com mediocridade’, isto é, com uma vida sem sacrifício, sem lutas, sem responsabilidade com muita indiferença e desinteresse. A pessoa medíocre é inimiga da disciplina e do sacrifício, gosta de gabar-se de seus pecados e de criticar e diminuir os outros. Desposa a superficialidade», afirma.

De acordo com Dom Orlando, a mediocridade pode ser curada com a força de vontade, buscando convicções e conversão.

Em terceiro lugar, o arcebispo cita «as omissões». «Omissão é deixar de fazer o que devemos e podemos, como também, fazer mal o que podemos fazer de um modo bem melhor», explica.

«A omissão é escape, fuga, desinteresse, irresponsabilidade. O mundo seria outro, se não fôssemos omissos e acomodados».

Dom Orlando considera que as omissões podem ser vencidas «adquirindo o senso de justiça, a sensibilidade pelos outros, a compaixão pelo irmão e principalmente a autenticidade».

O arcebispo de Londrina cita também entre os perigos «o apego», «raiz do sofrimento moral». «Nossas brigas, ciúmes, discórdias, divisões são frutos do apego. Quem é apegado vive numa prisão. É escravo da dependência. Não tem liberdade interior. Não é capaz de discernimento».

«O apego nos impele à posse dos outros, das coisas e de nós mesmos. Isso gera muito sofrimento porque precisamos defender nossos apegos. Quando perdemos o objeto do apego ficamos raivosos, tristes, decepcionados, porque somos escravos, dependentes, condicionados pelo apego.»

Dom Orlando afirma que o único caminho de libertar-se do apego «é abandonar o objeto de apego, cuja recompensa é a liberdade interior, que significa sermos livres do mal, para nos tornamos livres para a prática do bem. Vencemos o apego pela consciência do seu negativismo».

Em quinto lugar, o arcebispo cita o perigo da «preocupação».«A preocupação antecipa problemas, aumenta as dificuldades, desgasta as pessoas e não resolve nenhum problema».

«O que resolve é a ocupação. Além de prejudicar a saúde, a preocupação dificulta a convivência, alimenta o negativismo, o stress e agressividade. Resolvemos o problema da preocupação com a fé na Providencia Divina, com a previsão das soluções, com o bom senso e o discernimento. Mais solução, menos preocupação», afirma.

Por último, Dom Orlando Brandes cita o perigo da «idolatria».«É tudo o que colocamos no lugar de Deus e endeusamos. Os grandes ídolos hoje são o poder, o prazer, o ter desordenados», explica.

«Quem adora o Deus vivo e verdadeiro obedece o mandamento do amor a Deus, busca crescer na fé, livra-se dos ídolos. Adorar em espírito e verdade é o ensinamento de Jesus», afirma o arcebispo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Real é agora....

Bom dia a todos...

Continuando... e tentando encerrar para irmos a outros tópicos...

O que podemos chamar de real, é o momento presente. No presente temos um presente, podemos fazer tudo agora, e somente agora. O agora, é onde tudo se faz ou se deixa de fazer.

Não pensemos em futuro, pensemos no futuro mas fazendo agora, fazendo hoje tuo o que está ao nosso alcance para termos um bom futuro.

O tempo é precioso, e só podemos agir, atuar, no hoje, não no ontem que já passou muito menos no amanha que ainda não existe.

Quantas pessoas fazem planos e mais planos, e não acordam. Ou quantas delas estão indo amanha para fechar um bom negócio e um acidente ceifa suas vidas. Quantas vezes ficamos doente e tudo que havíamos planejado é bruscamente interrompido.

Quem irá sobreviver são as pessoas com maior capacidade de resiliencia, maior elasticidade emocional. Antes do meu irmão falecer eu sempre sonhava, vendo filmes hollywoodianos, em que iria me vingar se algo acontecesse a ele, ou o contrario, que eu seria vingado. Quando aconteceu o tragico acidente, fiquei de mãos abanando. Não podia fazer nada, apenas aceitar. Aceitar que um jovem de 23 havia falecido. Qaunto a isso nada mais podia ser feito, apenas rezar.

Fazemos muitos planos, mas muitas vezes, os planos não passam de sonhos e sabemos disso, temos a certeza de que são apenas fantasias, idéias e as vezes falamos "se der certo" ou "tomara que seja assim". Não venho aqui escrever um "abaixo assinado" aos nossos planos, mas sim uma tentativa de ajudar a converter estes sonhos em realidades.

Quer por exemplo sohar que entrou em uma boa faculdade? Estude bastante, faça dos seus estudos seu desejo máximo. Quer sonhar que terá um bom emprego? Estude também, procure se formar bem, procure ótimos relacionamentos, não fique imaginando coisas, como será ou deixa de ser, deixe que seus atos te levem ao seu sonho.

Tudo aquilo que plantamos acabamos por colher, ao menos naturalmente deveria ser assim, as vezes não somos nós quem colhemos mas sempre dara um fruto, em nós ou nos outros, a seu tempo.

Ficar fantasiando o passado é muitas vezes impedir que um relacionamento cresça e se torne diferente. É muitas vezes impedir que você conheça uma pessoa ou outra coisa por um pré conceito as vezes infantil, por medo, por indiferença...

Ficar fantasiando o futuro é ainda mais perigoso ainda, por ficar imaginando como será ou como nós desejaríamos que fosse, perde-se muitas oportunidades no decorrer do dia. Muitas frustrações ocorrem por causa disso.

Na aula de Carl Young no ano passado, o professor passou um filme muito interessante, não me recordo o nome do filme agora, depois se quiserem mais informações eu coloco o nome nos comentarios, mas em uma parte do filme o Sr que assistia o atleta disse que queria lhe mostrar algo, mas que estava em dificil acesso pela montanha. O jovem se animou, era um "segredo" e desejava tanto ver o que era que ficava toda hora perguntando. Ao passar por todo o lindo caminho, e chegar no topo da montanha o Sr disse a ele apontando uma pedra sem graça e meio escondida pela grama, pronto esta é a pedra, e o jovem disse, mas é só uma pedra?

Sim meus amigos, é só uma pedra, o Sr estava tentando mostrando ao jovem atleta que o que valia não era a medalha de ouro, mas a jornada até lá, afinal a medalha é apenas uma pedra.

Precisamos ver que se queremos algo, devemos aproveitar o dia a dia durante nosso caminho, não apenas nos prender a imagem, ao fantasma do objeto desejado e rezar para que tudo passe o mais rápido possível.

O caminho que escolhemos hoje refletirá talvez não neste ano, talvez nem no ano que vem, talvez não de certo para nós, mas e as pessoas que encontramos pelo caminho? Talvez para elas o maior tesouro foi te encontrar. Se abrirmos nossa mente e compreendermos que vale a pena sim conquistar o ouro, vale a pena sim vencer, mas que também vale a pena caminhar, poderemos ver se realmente seremos felizes ao fim da caminhada.

Na caminhada já temos uma idéia do que iremos encontrar na frente, ao realizarmos nossos sonhos. Será pedra ou será ouro? Isso quem deve descobrir é você, sou eu, a cada passo que dermos, se este passo nos traz pax, se nos intristesce, se nos faz crescer, se dói em nós, não importa tanto assim, afinal, há espinhos por entre o caminho, o que importa é poder olhar para traz não ao final da caminhada, mas ao fim de cada dia e dizer:

VALEU A PENA.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Fantasia aplicada

Bom dia meus leitores...

Neste momento quero discorrer sobre a fantasia simples do dia a dia.

Sábado estive por alguns momentos em uma festa de casamento, aliás que festa ótima, estão de parabéns a noiva e o noivo (pombinha e chester respectivamente). Neste casamento tivemos muitas conversas, a maioria das pessoas se puseram a relarcionar-se com muitas outras pessoas, foi maravilhoso.

Entretanto quero falar sobre um fato ocorrido algumas horas depois do casamento, uma lembrança fantasiosa em que todos chegaram a irreais conclusões através de pré-conceitos formados.

Durante a festa estávamos conversando e de repente uma pessoa da mesa havia se ausentado, éramos em seis ao todo, como eu notei que estavam apenas cinco na mesa, descreverei abaixo o diálogo.

- Cade o A? Perguntei ao meu Xará
- Foi "deswinzipar" um arquivo. Respondeu-me a gargalhadas o meu Xará.
- Foi o que? Perguntaram outras duas pessoas menos entendidas do assunto de informática (vejam que lindo, também já falamos sobre esta dificuldade de compreensão da mensagem nas diferentes sociedades, ou grupos sociais).
- Foi C.... Bem, não direi literalmente mas aqui poderemos dizer que falei bem "baixinho", foi ao banheiro "desempacotar o arquivo" (esta é a função "des-winzipar").


Gargalhadas gerais após a explicação.

No outro dia como citei a priori, comentei o fato com outras pessoas, mas havia me esquecido quem foi o autor da mensaem "Ele foi deswinzipar o arquivo".

Quando comentei sobre a frase, me perguntaram quem estava na mesa, e de cara já me disseram, se não foi você (primeiro preconceito), só pode ter sido o fulano. Confusão feita, eu tinha certeza que não era o Fulano, mas o nome do autor (ou artista da pérola) me estava recalcado.

Gostaria de definir o recalque como o próprio Freud o descreve. Quando há uma falha, um esquecimento, "um branco" ao falar sobre uma situação que a pincípio não teria sentido esquecer, mas que após análise se descobre ligada em fatos importantes, que pesam muito sobre a história da pessoa, podemos considerar este esquecimento como um recalque para que algo continue inconsciente, para que continue esquecido (a ídeia de que o inconsciente é como a memória esquecida é apresentada por Lacan após rever o conceito nas obras de Freud).

O recalque era meu, mas ninguém lembrava quem tinha sido, eu não lembrava do nome, mas sabia quem não tinha falado, as outras pessoas já com seus pré-conceitos dos diferentes individuos daquela mesa, diziam ter a certeza absoluta de quem fôra (será que continuará com ascento este fôra?) o autor da obra, e eu o principal interlocutor fiquei cego pelas palavras me ditas pouco antes:

- Se não foi você quem disse isso, com certeza foi fulano.

Foi meu xará quem tinha dito a frase, não eu. Mas também não tinha sido fulano. Embora não eu, era um outro com o mesmo nome que o meu. Ao ser falado por mim, este nome do outro remetia a minha pessoa que não tinha falado a frase. Black-Out total, ou seja, deu branco.

Enquanto as pessoas divagavam e estavam felizes em suas fantasias, comentando também outros fatos de fulano (que naquele momento eu já não sabia se fulano tinha mesmo feito tudo aquilo, ou se eram meras fantasias citadas novamente), eu tinha a certeza que o censo comum era uma fantasia pois não era fulano, mas não podia abrir os olhos deles pois não lembrava quem era.

Queria ver o milagre da verdade que liberta, que cura, mas não podia mostra-los a verdade pois eu sabia o que não era verdade mas a realidade em si me escapava. Por detrás da fantasia havia também um preconceito que eu também aderíra, a personalidade mais brincalhona de fulano, mas mesmo assim não era fulano.

O preconceito é também um grande formador de fantasias, lembrem-se que as pessoas nos são misteriosas, nós mesmos não nos conhecemos quanto mais conhecemos os outros não é mesmo?

Ter um Pré-Conceito sobre algo, ou alguém, é por vezes divertido, nos leva a surpresas, nos leva a acontecimentos que não poderíamos prever, nos leva a quebrar nossas fantasias sobre aquela pessoa e nos faz os enxergar como o outro realmente é, ou apenas por instante de segundo o que ele também é capaz.

O importante aqui é compreender que a fantasia do cotidiano pode vir a ser por diversar formas, o preconceito, o esquecimento como esquecimento mesmo, o medo, o esquecimento como recalque, uma doença ou uma simples má interpretação podem nos cegar ou nos abrir portas para um mundo novo, uma nova dimensão na compreensão de fatos, e de pessoas.

Um grande abraço e até mais ver.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

FANTASIA QUE DESTRÓE, COMO SAIR DESTE TIPO DE "SURTO"?

Perdoem-me os assíduos frequentadores deste humilde espaço, iria escrever hoje mas ainda estou em uma crise de ansiedade...

É a famosa fantasia entrando em ação em mim, fantasia não do hoje, mas do futuro, como eu já disse aqui, incerto futuro que nos aguarda...

Dentro em breve voltaremos com nossa postagem de dois em dois dias...

um grande abraço.

Pax

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

CONTINUANDO...

Como não temos acesso total ao outro que interage com a gente, temos sempre a oportunidade de escolher-mos sobre qual perspectivas queremos reviver uma cena que já aconteceu.

Diferentes correntes psicoterapeuticas utilizam esta base de pensamento para auxiliar a pessoa que procura o psicólogo demandando um auxílio, seja este auxílio um maior conhecimento sobre si mesmo, ou o alívio de uma angústia que sufoca, ou para qualquer outro que uma pessoa busca a terapia em si.

Na linha de Moreno que é considerado o pai do psicodrama, as pessoas são levadas a reviverem um "ato" como em um teatro as experiencias traumaticas do passado.

Seguindo esta linha, tenho um livro aqui em casa que se chama "A Volta do Filho Pródigo", em que o Autor (Pe Henri Nowen) faz uma análise da obra "O retorno do filho pródigo" de Rembrant. Durante a análise o autor escreve a mesma cena contando de diferentes perspectivas.

Primeiro a perspectiva do filho mais novo que retorna a casa, depois do filho mais velho, e assim por diante.

Nossa vida deve ser pautada de diferentes visões, não apenas aquela visão que temos de nossa história enquanto personagens, mas também a nossa história como se nós fossemos os expectadores dela, ou como se fossemos outro personagem qualquer na cena. Talvez seja nescessário muito dialogo com as pessoas que estiveram naqueles momentos traumáticos para saber relamente o que se passou em suas cabeças, mas talvez não.

Lembra que eu escrevi que embora somos iguais somos diferentes? Assim também nós podemos assumir papeis diferentes em nossas vidas, ver nossa história a partir de outras perspectivas e dar outros sentidos, outros significados aos acontecimentos.

Não quero aqui deixar vocês divagando sobre quais significados então devemos dar, mas quero que possamos tantar encontrar outros significados (fantasiosos sim, mas também reais), ou seja, é nescessário uma re-significação dos acontecimentos de nossa história. Re-significação tal que nos leve a um novo desfecho, a um desfecho real.

Como encontrar a realidade no passado fantasiado em nós?

Enfim chegamos ao ponto crucial sobre a fantasia do passado.

Como na ciência tentemos fazer o seguinte, quanto mais respostas verdadeiras obtivermos mais real será este novo "desfecho". Em outras palavras, quando nós olharmos para o fato e identificar-mos o maior numero de pontos comuns que as diversas perpectivas nos dão sobre determinado acontecimento, estes pontos comuns poderão ser descritos como realidade, como o que aconteceu.

Por exemplo o caso do Dom Bruno, o que aconteceu realmente foi que ele ajudou a lavar a louça e ninguém mais quis ajudar o irmão que não gostava dele. Ficar criando fantasias sobre o porque ninguém quis é fantasiar e dar significados que muitas vezes podem distorcer o que aconteceu.

Embora a realidade seja subjetiva, podemos encontrar nesta nossa subjetividade algo de real, quando verificamos os fatos pelos fatos.

Este pois é o passado, embora fantasia também real.

sábado, 24 de janeiro de 2009

CONTINUANDO...

A certeza da realidade.

Bom Dia meus amigos, Hoje estarei concluindo o tema sobre fantasia e realidade.

Como saber se é ou não é real? Muito simples.

O passado, já passou, é imutável enquanto fato, porém o que podemos fazer e a muito custo é dar novos significados, novos sentidos a cada experiência que se passou.

Este trabalho de dar novos significados a eventos passados de nossa história é o que acontece na psicoterapia, não se trata de inventar uma fantasia mas na maioria das vezes o trabalho da psicoterapia é justamente retirar as fantasias e colocar os atos em sua devida realidade.

Já disse que a fantasia é criada pela nossa subjetividade ao entrar em contato com o real e que a nossa subjetividade será sempre carregada de nossa história de vida. Assim também será nosso passado.

Enquanto eu estava no mosteiro conversando com o Dom Bruno, ele havia me narrado um fato muito curioso que aconteceu:

Dom Bruno ainda era seminarista na época, e naquele seminario havia um outro seminarista que embora eles nunca tiveram briado ou tido uma discussão mais séria os dois nao se suportavam. Certa noite após o jantar foi pedido ao garoto que ele lavasse a louça, então como é de costume nos seminários o garoto pediu ajuda pra quem quisesse e pudesse ajudar. Para a surpresa de todos somente Dom Bruno ergueu a mão. Ambos se surpreenderam, tanto Dom Bruno que me afirmou que tinha levantado a mão para ajudar mas porque queria ocupar seu tempo que estava livre naquele momento, quanto o outro seminarista que disse que esperava que qualquer um fosse ajudá-lo menos Dom Bruno.

Aqui a história nos leva a surpresa do encontro de várias histórias e subjetividades, de várias vidas, varios mistérios, várias surpresas.

O simples fato de se espantar com algo, ficar surpreso, é a destruição em nós da fantasia criada pela nossa história de vida. Quando se destrói a fantasia e damos de cara com uma realidade nova, com um mistério, nos fascinamos. É no mínimo muito inquietante, ou em algumas vezes aterrorizador (como no caso Katarine que é relatado na biorafia de Freud). O que importa aqui é que o real, a realidade do hoje é sempre espantosa, e as vezes por demais fantasiada quando relembrada amanha.

Embora sempre passado e imutável podemos dar inúmeros significados aos acontecimentos de nossa história de vida, porém para que a fantasia não se torne uma neurose é nescessário viver o momento presente com toda a intensidade de nossas vontades e tentar compreender no hoje, agora, o que está acontecendo. Somente munido do máximo de informações possíveis, nós podemos dar um significado (ou uma fantasia como quiserem) mais próximo do real.

Por exemplo no caso que relatei logo acima, Dom Bruno me disse claramente, não sei porque, mas eu não me dava bem com aquele irmão e nem ele comigo.

O não saber nos joga em um abismo de fantasias, por isso é nescessário às vezes nesta vida, vasculhar nossa história passada e procurar novamente aquelas pessoas ou acontecimentos em que não sabemos porque mas ainda não entendemos, ou não suportamos, ou simplemente queremos distancia e não conesguimos aceitar, e verificar a realidade dos fatos.

Temos pleno conhecimento do que queremos? Não, e já disse aqui em um Post de natal, quanto mais teremos pleno conhecimento dos motivos do Misterioso ser que é o outro ? Creio que também não.

continua...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O NOME DO BLOG MUDOU...

O NOME DO BLOG MUDOU...

PSICOTIDIANO É A FORMA PELA QUAL A PSICOLOGIA ENTRA EM NOSSO COTIDIANO

DIVULGUEM AOS SEUS AMIGOS ESTE BLOG SE GOSTARAM...

COMENTEM...
LEIAM...
COPIEM...
VIVAM...

MAS LEMBREM-SE O MAIS IMPORTANTE É VOLTAREM SEMPRE...

OBRIGADO PELA VOSSA PRESENÇA

M. LEITE

FANTASIA X REALIDADE

Boa tarde meu querido blogespectador.

Trago a vossa presença no dia de hoje uma pergunta.

O que é REAL e o que é FANTASIA ?

Gostaria de definir aqui o que é real e o que seria mera fantasia, criação, meramente humano, como as sensações que nosso corpo é capaz de apreender (apreender: capturar, experimentar). Não quero uma discussão teórica sobre a realidade da pulsão (unica coisa real no ser humano para Freud), mas definir com você e com vossa ajuda a realidade do subjetivo no homem.

Dia desses nas férias (que aliás estão ótimas), li em um livro o seguinte:

O ser humano só é capaz de compreeder aquilo que os sentidos lhe permitem compreender, como exemplo bem simples e muito vago, mas que demonstra fielmente a idéia eu utilizarei o próprio exemplo do livro.

"Um garoto cego desde seu nascimento é chamado em uma palestra para descrever um pedaço de madeira. Ao receber aquele objeto ele diz que é aspero, com cinco bordas pontiagudas, de tamanho mediano que cabe nas suas mãos, etc. Ao final da descrição feita pelo garoto todos que estão a sua volta de olhos vendados tem a certeza que ele está segurando na mão uma estrela de madeira porém de repente o professor pergunta ao jovem aprendiz:

Que cor ela tem?

Enquanto objeto real, a estrela tem uma cor, ou várias, mas o garoto não é capaz de ver a cor, ele não pode compreender aquele estímulo pois não tem o nescessário para apreender aquele estímulo.

Todos ficaram espantados, quando o garoto sorridente disse que era amarela sem titubear, com uma confiança sem igual. Algumas pessoas que podiam ver começaram a rir baixinho pois a cor era a da madeira mesmo, outros ficaram espantados pois isso não se fazia, onde já se viu um Homem brincar daquele jeito, que "piada" mais sem graça.

Porém o maior espanto veio quando o professor disse: está certo meu filho pode voltar ao seu lugar.

Perguntando a outros cegos todos disseram que era amarela, mesmo sem poder ver a cor. Então um dos que podiam ver disse gritando:

- É Cor de madeiraaaaaaaaaaa.

Quando para espanto geral dele alguns cegos deram uma gargalhada sem igual, inclusive o professor dizendo:

Parabéns, agora prove a eles que é cor de madeira.

O jovem por mais que tentasse voltou ficar calado depois de muito tentar explicar."


Pois bem meu amigo(a).

A realidade é real mesmo?

Como derfinir a realidade se tudo passa por nossos sentidos?
Como descobrir o que é real do que é fantasia?

Uma pessoa sente um arrepio e diz que está com frio, e minutos depois sente o mesmo arrepio, e diz que um fantasma passou porto dela.

A realidade é o que é puramente, in natura, enquanto que a fantasia é o que nossa subjetividade apreendeu.

Quem nunca se perguntou se o amarelo que eu enxergo é o mesmo que outra pessoa enxerga? Ou mesmo por que será que vemos uma mesma foto de dois irmaos e os dois irmaos tem historias diferentes da mesma foto para contar?

A partir da realidade criamos a fantasia, a fantasia em outras palavras é a realidade criada em nós. Lembrem em outros textos mais antigos do blog que eu comentei sobre a história de cada pessoa? Pois é meus amigos, você é você mesmo por tudo o que você viveu e por isso sua realidade é diferente da realidade de todo o resto do mundo.

SUA VIDA, SUA HISTÓRIA, SUA FANTASIA, SUA REALIDADE...

Em outras palavras, o mundo existia antes de você existir, e continuara existindo (muito provavelmente) depois que você morrer, porém, não o seu mundo, não do jeito que você vê.

Podemos dizer então que nada existia antes de você, até que você nasceu, tudo é fantasia dos outros e não sua. Hoje pode ser também sua se você aceitou elas em você como história. Mesmo jamais fazendo parte delas.

Esse é o processo da fé.

Na segunda guerra mundial, eu não estive, não presenciei, não vivi, nem convivi, mas existiu, me foram passados dados dela, provas que existiram, mas provas que puderam também ser forjadas, mas eu acreditei, tive fé que existiu e ela passou a fazer de mim como história.

Fé:Crer sem ver

domingo, 18 de janeiro de 2009

Novos Ares.

Boa tarde galerinha. Acabei de chegar em casa e já trago saudade dos DOMs (Deus Ótimo Máximo) de Ponta Grossa... pode apostar que estarei voltando por lá.

Voltei oficalmente hoje e perdi todo o fio da meada que o blog estava tendo.

Essa parada das diferenças, tentarei continuar...

Nós enquantos iguais por sermos humanos, somos diferentes naquilo que não temos em comum. Seja na aparencia, no pensamento, na forma de ver o mundo, nos desejos, nos limites, ou seja, somos iguais; porém diferentes.

Para compreender os outros, nada melhor que olharmos um pouco para o nosso umbigo, agora pode...

A cada dia que passa, desejamos algo, as vezes a mesma coisa, as vezes algo novo, as vezes nem queremos nada, na verdade ainda assim queremos algo visto que o nada é também um desejo. Sim é desejo mesmo que o objeto esteja indefinido ou não haja, e somente por mudar o desejo, já mudamos de planos, já mudamos de pensamento e para surpresa geral, já estamos um pouco diferentes.

Também podemos olhar a diferença pelo aspecto biológico, pois a cada dia que passa milhares de células são substituidas no nosso corpo, nos fazendo diferentes.

Esta diferença está ocorrendo agora, neste exto momento enquanto você le este texto.

Comprendemos agora que nos modificamos a cada segundo, quanto mais os outros, pela sua história, pelo seu organismo, por ser simplesmente outro já é uma grande diferença. Podemos dizer que é mistério.

Assim explico que embora iguais na essência, somos diferentes.

Para encerrar "o seminário" sobre relacionamento humano, gostaria de dizer somente mais uma coisa.

O problema que na verdade não é problema, mas falta de uma perspectiva outra que não seja o nosso própio umbigo gera a maioria senão todos os problemas de relacionamento. Em outras palavras se conseguissemos calçar a sandália do pé alheio, muitos problemas poderiam ser evitados.

Um abraço especial ao futuro mosteiro de regra de Santa Faustina em Lucélia-SP. Outro abraço especial para o programa eu disse sim de Maringá-Pr.

Aos DOMs do Mosteiro da Ressureição, deixo um abraço, e um recado, eu voltarei, e desde já muito obrigado pela caridade com o mendigo de Cristo, ou se preferirem um peregrino a mais nesta terra que caminha para a Eternidade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

ESTAMOS EN LA PLAYA

Boa noite pessoas queridas.

Percebi que o blog deu uma caída, acho que já enjoaram do meu barzinho novo, mas como tudo que sobe tem que descer (pelo menos eu esperava ver uma subida no blog).

Continuando com a série sobre a comunicação, hoje falarei um pouco sobre os tipos de pessoas.

Existem basicamente dois tipos de pessoas, a primeira, o Eu (considere o Eu como você que lê este texto), o segundo tipo, os outros.

Como está escrito nos posts anteriores, sobre os outros, hoje trataremos um pouco mais deste segundo tipo de pessoa, um grande mistério não é mesmo.

Os relacinamentos humanos basicamente são edificados sobre interesses, sejam os interesses bons ou ruins, ao final com uma vista mais grossa são apenas interesses.

Se você tem um propósito, uma motivação, há algo por tráz disso tudo, um interesse simples, muitas vezes confuso, mas sempre há algo que o leva a realizar ações, sejam boas ou ruins, sejam apenas atitudes simples ou até de extrema importância para sua sobrevivência, ou simplesmente seja para viver.

Na Logoterapia de Viktor Frankl, é concedido ao cliente do psicólogo verificar que a vida deve ter um sentido, senão não há vida.

As motivações, os interesses, os sentidos que queremos que nossa vida tenha (em outras palavras nossos sonhos a se realizar) se pautam sempre através do outro, sempre se esbarram nos outros, no segundo tipo de pessoa.

"O Homem é um ser social", sim, precisamos dos outros, seja para concordar, para discordar, ou simplesmente para estar. Devemos compreender o outro e as suas atitudes de acordo com os sinais que emitimos, como somos, ou como gostariamos de ser.

Já perceberam naquele velho ditado que os opostos se atraem? Quanta sabedoria, os opostos se completam, muito mais do que se atraem se tornam um.

Os outros são muitas vezes partes que faltam em nós, são sentimentos que gostariamos de ter ou negar que os temos, mas mesmo assim, são outros, não somos nós, não sou Eu. Eis aí o mistério, não Sou aquele que me completa, sou dividido, diferente, somos dois e não um.

Próximo tópico tratarei da diferença, e a percepção dela nas relações humanas. Perdoem os erros e as confusões, mas precisava escrever para não deixar às moscas meu blog. Estou na praia em uma Lan e quando chegar em casa corrijo o que precisar, enquanto isso conto com a ajuda de vc´s nos comentarios ok?

abraços e Feliz 2009

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Grants For Single Moms