“A ÉTICA DA LEI E A
ÉTICA DO CUIDADO”
LOCAL
PUC-PR
– Campus Prado Velho
Rua
Imaculada Conceição, 1155
Sala
B -21 e B-27 (Bloco Humanas - Amarelo)
26
E 27 DE Outubro de 2011
Inscrição
– gratuita no local
POGRAMAÇÃO
Dia 26.10 - Quarta-Feira
16:00
Nohemi Ibañez Brown
Instituição: Escola
Brasileira de Psicanálise
Título:
O Sujeito do direito e o
sujeito da psicanálise: articulações a partir de Agamben e Lacan.
Resumo:
A afirmação de Lacan de que o
sujeito se introduz a partir do direito, no sentido do sujeito de pleno
direito, não deixa de ser paradoxal quando pensado no campo político. Por um
lado, considera o sujeito do direito e a noção de responsabilidade, mas por outro,
resulta que a igualdade de direitos tampona a sujetividade e a singularidade.
Agambem na sua reflexão sobre os direitos do homem nos permite reflexionar
sobre esse paradoxo na contemporaneidade.
17:00 Célia
Ferreira Carta Winter
Instituição: PUC-PR
18:00 Francis
Juliana Fontana
Instituição: PUC -
PR
Título:
Há algo de novo nas psicoses:
uma perspectiva Freudiano-Lacaniana
Resumo:
A proposta do presente
trabalho é abordar a questão das psicoses em uma perspectiva
Freudiano-Lacaiana, analisando as contribuições destes autores, na atualidade,
considerando que no primeiro autor ocorre a formalização de uma teoria, e no
segundo,a possibilidade de uma abordagem clínica. Da teoria á uma prática.
Entretando, abordar a questão da psicose, mais pricisamente, do manejo na
clínica das psicoses, implica necessariamente em retomar o conceito de
transferência, em como este mecanismo se manifesta no psicótico. Pois falar de
uma clínica da psicose implica em falar da transferência, e se existe
transferência na psicose, existe uma relação com o saber.
19:00 Nancy
Grega de Oliveira Carneiro
Instituição:
PUC-PR
Título:
Lógicas Coletivas
Resumo:
A minha
questão se estrutura em torno do enunciado de Lacan em seu texto “Alocução
sobre as psicoses da criança”: como fazer para que massas humanas fadadas ao
mesmo espaço, não apenas geográfico, mas também, ocasionalmente, familiar,se
mantenham separadas? E diante do enfraquecimento de qualquer ação coletiva
acrescento: ou juntas? Como conjugar os deslocamentos e mutações dos modos de
laço social - que se estabelecem via Nome do pai em que oao menos um faz
supor a exceção e garante a consistência ao grupo e a formação de pequenos
grupos como um dos efeitos que se estabelece, em tempos do Outro que não
existe, na lógica do não todo em que a pluralização dos nomes do pai e a
inconsistência dos discursos exigem um tratamento do caso a caso.
20:00
Jorge Sesarino
Instituição:
Faculdades Dom Bosco
Título:
Da
ética da psicanálise.
Resumo:
A psicanálise é a
arte da língua que cada um se apropria conforme o saber que descobre em si
mesmo: há pensamentos inconscientes.
É a ciência da
subjetividade e do reconhecimento de que a força constante da pulsão é
incompatível com a ordem biológica, posto que a sexualidade é, em
princípio, polimorfa (pode encontrar satisfação com qualquer objeto e de
qualquer modo), enquanto que a reprodução, impõe um objeto a priori para o
sujeito.
É á ética que
possibilita reconhecer que não é biológica uma exigência que não indica em si
mesma os caminhos e os objetos da satisfação pulsional.
É a ética do desejo,
como essência da experiência humana que dá ao sujeito a possibilidade de fazer
novas escolhas de objeto.
A ética da
psicanálise compreende a lei (da interdição do incesto) e o desejo (como um bem
a ser dito e alcançado): “Agiste de acordo com o teu desejo?”.
Diferente das éticas
sociais e dos cuidados, que foracluem o sujeito, a ética da psicanálise é a
ética do bem dizer, do dizer o bem do sujeito, sujeito evanescente e
desejante, presente no sintoma bem dito e no fantasma.
A ética da psicanálise é possibilidade da
travessia do fantasma, resultando na cura, por acréscimo, enquanto remissão de
sintomas.
Dia
27.10 - Quinta-Feira
8:00
Victor Campos Silva
Instituição: PUC -
PR
Título:
A Grande Saúde: Uma “Grande” Terapia em F.
Nietzsche
Resumo:
Esta pesquisa tem por objetivo principal a
análise das possibilidades de se falar de uma terapia em Nietzsche. Uma
tentativa de compreender as relações pelas quais o “médico da cultura” se
dispõe a atuar sobre uma cultura e ou sobre “si mesmo”. Neste mesmo ensejo,
almejamos compreender as correlações e problemas oriundos da categorização de
“tipos” humanos nos escritos do filósofo, ademais, aqueles caracterizados por
uma “Grande Saúde”.
9:00
Antonio Edmilson Paschoal
Instituição: PUC -
PR
10:00 Zeljko
Loparic
Instituição: PUC
–PR | UNICAMP
Título:
A ética da lei e a ética do
cuidado
Resumo:
As seções do presente trabalho
serão divididas em dois grupos. Nas do primeiro grupo, será esboçada a
concepção da ética da psicanálise tradicional (Freud, Lacan), com o objetivo de
mostrar 1) que se trata de uma ética da lei, inicialmente, da lei paterna da
proibição do incesto e, posteriormente, da lei moral no sentido de imperativo
categórico de Kant, 2) que as duas variantes da ética da lei se originam direta
ou indiretamente (por sublimação) da situação edípica triangular e 3) que a lei
é imposta seja pela coerção externa (repressão) exercida pelo pai, e
posteriormente introjetada como coerção do super-ego, seja pela ordem social.
Na segunda parte, farei ver que, na psicanálise winnicottiana, 1) a ética é
vista como ética do cuidado em dois sentidos: como cuidado materno e paterno
para com a constituição dos bebês humanos como existentes, a manutenção e
enriquecimento da estrutura do existir, e como cuidado ou responsabilidade
pessoal para com os resultados do uso excitado, mas ainda não sexual, da mãe,
2) a primeira forma de moralidade se origina da estrutura da natureza humana e
a segunda surge a fase do concernimento, no relacionamento ainda dual com a
mãe, portanto, antes fase edípica, e 3) nas fases mais avançadas do
amadurecimento, a eticidade inicial do concernimento se articula em várias
capacidades de contribuir para a vida social, não redutíveis nem à legislação
paterna nem à puramente racional (Kant). Terminarei mostrando a crítica de
Winnicott à concepção da ética desenvolvida pela psicanálise tradicional.
11:00 Eder
Soares Santos
Instituição:
Universidade Estadual de Londrina - PR
Título:
Fenomenologia
do cuidado em Heidegger e Winnicott
Resumo:
O
objetivo desta palestra é mostrar, por um lado, o desenvolvimento e
consolidação do conceito de cuidado (Sorge) na primeira fase do
pensamento de Heidegger, e, por outro lado, investigar até que ponto o conceito
de cuidado presente na obra de Winnicott se aproxima da concepção que Heidegger
apresenta em sua primeira fase de pensamento, bem como mostrar até que ponto as
conceituações de Winnicott sobre o cuidado trazem novas perspectivas para se
pensar uma fenomenologia do cuidado.
14:00
Jefferson Paraná de Sousa
Instituição:
PUC-PR
Título:
A Castração: Uma Interpretação
Resumo:
A afirmação de Lacan - que a castração
nada mais é do que o momento da interpretação da castração - é a guia deste
trabalho que pretende pensar o sujeito da psicanálise como constituído a partir
de uma falta. Para isso serão relacionados os conceitos de castração, gozo,
desejo, angústia e objeto ‘a’ a partir da experiência analítica.
15:00 Munira
Gattardello De Rocha
Instituição:
PUC-PR
Título:
“A pergunta pela coisa como
caminho para a pergunta pelo homem"
Resumo:
Heidegger
finaliza seu curso do semestre de inverno de 1935/36, intitulado
"Problemas fundamentais da Metafísica" e editado posteriormente sob o
título "A pergunta pela coisa", afirmando que a pergunta "O que
é uma coisa?" é, também, a pergunta "Quem é o homem?". A partir
disso, o texto buscará demonstrar o caminho traçado por Heidegger que o permite
chegar à tal afirmação. Para tanto, temos como base, além da obra já
referenciada, o texto "A coisa" (1949) e alguns trechos de
"Introdução à Filosofia" (1928/1929). Apesar de serem obras de épocas
diferentes, os textos são complementares e abordam temas essenciais para a
questão aqui apresentada.
16:00
Francisco Verardi Bocca
Instituição:
PUC-PR
Título:
“A superação do solipsismos como
condição para o reconhecimento do outro".
Resumo:
Pensar na constituição da
subjetividade, apesar de todas as possibilidades, pressupõe inicialmente o
reconhecimento de um eu, o que inclui desde sempre, o posterior reconhecimento
de coisas exteriores a ele, de modo que se possa sustentar uma relação sujeito
e objeto, interioridade e exterioridade, subjetividade e objetividade, por fim,
representação e realidade. No entanto, uma retomada ainda que rápida de certas
problematizações dos sentidos e de seus conteúdos como a que nos deixaram
alguns dos filósofos modernos, e aqui nos referimos aos céticos e solipsistas,
pode de alguma forma, criar dificuldades ao argumento inicial. Portanto, é da
superação do solipsismo, seja do ponto de vista filosófico, seja do ponto de
vista da constituição subjetiva do bebê que depende o reconhecimento do outro e
de uma relação ética com ele.
11:15 AM
Marco Correa Leite

0 Clique aqui para comentários: :
Postar um comentário