quinta-feira, 18 de agosto de 2011

E o bom de novos caminhos, de novidades, da vida cotidiana que se transforma com cada novidade, com cada nascer do sol, a cada manhã, é aquele friozinho na barriga. Uma sensação de novas possibilidades se abre, como uma porta que ao ser aberta aponta para o infinito horizonte.

Onde antes eu me sentava, me sentia a vontade, hoje já não é bem assim, já não me sinto bem na mesma posição que ocupava antigamente, essa é a verdade. Se eu respondesse um questionário de Ansiedade e depressividade com certeza eu estaria ali classificado como Bi-Polar.

Sim, na maioria dos dias tenho acordado mais triste que antes. Não porque estou deprimido, ou ainda porque estou triste. É que o fim de meus dias tem sido muito felizes. Chegar em casa com a sensação de dever cumprido, com o prazer do trabalho, com o sorriso nos lábios que denunciam o sucesso do dia que passou, isso não tem preço.

Poderiam me classificar como Bi-Polar de ciclo ultra rápido. Acordo triste, meio que de luto pela vida que se foi na noite de ontem, e aos poucos, com o passar das horas, dos encontros e desencontros, dos sorrisos, abraços e beijos, das ligações, leituras e um mundaréu de coisas que acontecem muito além de minha agenda, acabo ficando feliz imaginando que este dia que está passando foi muito melhor que o excelente dia que tive ontem.
Acordo com uma sensação triste de ter deixado o dia anterior, e com um friozinho na barriga porque não tenho nem idéia do que me espera.

Claro que tenho uma rotina, uma agenda, um caminho.

Segunda feira - estagio na parte da manhã, estudos a tarde.
Terça feira - Supervisão de manhã, atendimentos clínicos a tarde. Uma vez por mes grupo de estudos.
Quarta feira - estagio pela manhã novamente. Na parte da tarde vou resolver coisas minhas. A noite faço analise.
Quinta-feira- estagio de manhã. Na parte da tarde fico "livre" para o outro estágio.
Sexta feira- Ah a sexta feira. Igual a segunda feira... rsrsrsrs... Com excessão de que algumas delas eu tenho grupo de estudos...
Chegou enfim o sabado. Em um deles tenho grupo, que continua o trabalho da Sexta -Feira. Em outro tenho o cartel deste grupo. Muito desejo, muito estudo, muita alegria e felicidade nestes sábados.

Domingo. Ah, Domingo é dia do Senhor, é Domingo né gente.

Tudo bem, minha rotina, descrita, meu dia a dia.

Não, não está nada bem. Ao contrário, não sei nada dos dias que surgem um após o outro. A gente tenta se iludir fazendo um calendário e ageitando-se em um pedaço de papel. Não é bem assim que a vida funciona, pelo contrário, assim a gente funciona. A vida não tem nada a ver com isso.

A vida não tem nada a ver mesmo. Ela não tem olhos para olhar e ver nossa agenda, não tem mãos para nos colocar onde quer que ela queira que estejamos. Não tem boca para falar o que quer da gente, e nem ouvidos para escutar nossos planos futuros, nossos planos para o hoje.

A vida é outra coisa, não é como a gente é. A gente "tenta" se adaptar a esse negócio chamado vida, mas por alguma razão ela escapa, ela foge. 
Enquanto a gente vive do presente, a vida é o que está dentro da caixa, é o próprio presente imprevisível que aparece quando abrimos a porta e enchergamos que existe muito mais além da porta de nossa casa, além do horizonte, além da nossa própria vida.


Quero arriscar-me a dizer que a Vida é Viva. Viva a Vida.

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