sexta-feira, 1 de abril de 2011

1º de Abril...

Hoje é um dia muito esperado pelas crianças...

Algumas dizem baboseiras o dia inteiro, na esperança de que alguém pelo menos uma vez acredite em suas fantasias.

Nos dias festivos lembro-me muito do texto Totem e Tabu do Freud, em especial sobre o ritual que em determinados dias específicos o proibido torna-se não apenas permitido, torna-se dever, torna-se sagrado. Tão sagrado quanto a sua evitação durante todo o resto dos dias em que o proibido não deve ser praticado.

Dia da mentira me lembra esse dia especial onde imaginar torna-se lei. Imaginar uma história e testar a hipótese de como um outro reagiria se aquilo realmente fosse verdade. As crianças são bobas porque ao mentir neste dia, elas de alguma forma acabam acreditando tanto quanto a outra criança que está ouvindo. Mentir para um adulto já é bem diferente, a criança mente porque hoje pode, mas de alguma forma, a mentira parece que neste dia em especial pode se realizar.
Eu mentia para minha mãe dizendo que não tinha aula, e até acreditava muito mais que ela nisso tudo. Ela nunca acreditou na verdade, mas eu na minha inocencia, achava que a mentira se muito desejada se tornaria real. Como um pedido no corte do bolo de aniversário.

Dia 1º de Abril, lembro-me das crianças todas cada uma tentando inventar uma menira mais sem pé nem cabeça no intuito de testar os limites da realidade e também da inocência dos outros. A ressaca ao final do dia era clara. As vezes mentiamos sem ninguém acreditar, e o pior, as vezes chegava no fim do dia e ninguém acreditva na gente, nem eu nos amiguinhos nem os amiguinhos em mim. Triste talvez, mas de alguma forma a lição é a mais destruidora possível. Lição de que não se pode mentir, de que imaginar demais tem suas conseuquências e estas não são para qualquer um.

Aí parece que aos pouco a mentira vai se tornando apenas pensamento, e aos poucos os pensamentos vão se tornando imaginação e com ela a criatividade. Mas isso é só para as crianças que insistem em mentir para si mesmas, para os pais, para o mundo. Insitem em acreditar em irreais, em impossíveis, em Coelinho da Páscoa, em heróis e vilões, em monstros no armário, em Papai Noel, e por mais que a ciência e o social provem o contrário, de alguma forma continuam a acreditar.

Mas meus caros leitores, isso não é para qualquer criança, há um desepêndio enorme de energia para isso, cnsa, dá trabalho. E depois de adulto quando as imaginações tendem a continuar, podemos ter grandes nomes da literatura como a autora de Harry Potter, ou do cinema como Steven Spilberg. Pois é, enquanto uma disse que escrevia sobre as aventuras de seus amigos imaginários, ou outro quando deu entrevista uma ves afirmou que seus filmes baseavam-se primordialmente em seus medos infantis.

Viva este dia tão importante para a criançada, e que tenhamos muitas crianças nos próximos que continuem a mentir em suas mentes, em suas memórias, e depois que publiquem este maravilhoso mundo do faz de conta que é o primeiro de Abril.

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