quarta-feira, 16 de março de 2011

Rotina e tédio, quando um encontra o outro.

Um tema interessante que vem sendo muito acessado no blog é o tédio e sua relação com o cotidiano, com a rotina, com o dia a dia de cada pessoa.

Bom, o tédio pode ser resumidamente a falta de desejo que muitas vezes nos aplaca em alguns momentos. Não é tão danoso quando ocorre, normalmente basta uma ligação a um amigo, ou um bom filme na televisão para que este sentimento desapareça. O importante nestes casos é a compreensão e a energia para realizar alguma atividade diferente, alguma coisa a mais que de prazer.

O tédio pode ser também compreendido em uma linguagem mais direta como falta de gosto pelas coisas. Quando esta falta de gosto é mais generalizada, ou seja, nada em absoluto é gostoso, nada tem sabor, aí em vez de tédio podemos ter o início de uma depressão branca.

A vida passa a ser entediante, o próprio tédio natural (que deveria nos levar a fazer algo diferente) passa a ser considerado patológico. Mas calma, é preciso um certo tempo para este diagnótico ser realmente confirmado. Existem também outros fatores para isso. Por exemplo, uma pessoa em um estado de luto normalmente sente este vazio, esta falta de sabor nas coisas e não há como saber quanto tempo irá levar para as coisas "voltarem ao normal". Não é um tédio, é uma sensação diferente.

O tédio mais patológico também é bem diferente da melancolia onde nada tem gosto, ou sabor e a pessoa para de responder às adversidades da vida. É outra coisa, é mais sutil.

Podemos classificar apenas como uma falta de tesão pelas coisas do dia a dia, na qual uma mudança percebe-se necessária. Mas qual mudança?

A rotina é a rota que temos para chegar a um fim, a um devido lugar. O tédio geralmente aparece no meio do caminho. É nada mais e nada menos de que um importante siunal de que os objetivos talvez não sejam mais tão importantes, ou ainda, que uma ilusão quanto ao objeto de desejo foi quebrado.

Nos caso deste tédio mais patológicos a ilusão que se quebra pode ser a da vida. A pessoa imagina uma vida, vive nesta vida imaginada, sente ela como boa, gostosa, mas de repente percebe que falta algo que este tipo de vida não pode fornecer. Falta o gosto de uma outra coisa que não encontra-se no registro das memórias. Aí aparece o tédio. Não é um não desejo pela vida, mas apenas uma falta de objetivos, de sentido maior para o qual devotar o seu tempo, o seu trabalho, a sua própria vida.

Faz-se necessários novidades, mas não no sentido de apenas excperimentar coisas novas, mas experimentar as coisas como se fossem a primeira vez. Rever os projetos, rever os objetivos, rever a vida. Fazer algo novo não necessariamente é realizar uma nova atividade, mas dar vazão a uma série de sentimentos e impulsos que antes, devido a uma rota para um objetivo específico não podia ser feito.

Sentimentos estranhos e atitudes não tão louváveis também são bem vindos. Como as crianças que fazem traquinagens e depois envergonham-se não por que "erraram" mas porque alguém, depois de julgar, disso que aquilo não era bom.
Sair do tédio é como uma pessoa cansada de tomar apenas uma cerveja que ela julga excelente (no meu caso a Bohemia) e tomar uma vez uma Kaiser, ou uma Nova Schin (arrepio agora, rsrsrsrs) e depois rir disso.

Não é dificil, mas é importante saber que nem todos os devios são benéficos. Caso a traquinagem pensada seja incompatível com o objetivo que você traçou na sua vida, é melhor escolher outra. Caso ela não atrapalhe, vá em frente e seja feliz. Em outras palavras, para eliminar o tédio é simples: OUSE !!!!!

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