terça-feira, 15 de março de 2011

Sem desejo = Tédio

As palavras ultimamente não tem se ligado como antes costumavam fazer. Está muito dificil escrever sobre um tema específico, está muito dificil especialmente entrar e continuar com o Blog.

Mea culpa admito eu. 

Não é pela falta de conselhos, de comentários expressivos, de apoio dos leitores e amigos. Na verdade tudo isso tem bastante. Não é por falta de tempo (hoje de madrugada até tentei escrever) é que me falta aquela capacidade de articulação das idéias. Estou vivendo uma fase morna. As idéias vem mas se vão com a mesma rapidez, com a mesma facilidade.

A revista não chegou para me ajudar nestes momentos... rsrsrsrs

Falta-me muitas coisas, mas nenhuma delas justificaria (racionalmente) com firmeza a minha falta de zelo com o blog.

É interessante ver como as distrações nos levam para outros mares, mas que, somente após voltar, é que conseguimos compreender o que se passou. Somente após aportarmos em um porto conhecido é que compreendemos o que se passou. Pois é, minha vida está um pouco agitada ultimamente, acho que desde antes do carnaval. Eu tentava me justificar que estava corrido com algumas coisas. Pois bem, as coisas passaram e de certa forma o desejo sumiu.

É meus caros leitores, o desejo, este falta-me na maioria de meu tempo no dia. O desejo por escrever aqui e partilhar as coisas que eu poderia partilhar. É precisamente isso que falta para conseguirmos realizarmos nossas vontades.

Não adianta nada ter vontades, nem sequer necessidades, se o desejo não for presente ficará apenas o discurso hipócrita. Hipócrita porque é tão repetitivo quanto o método do Kumom, tão sabido quanto o alfabeto, mas ao mesmo tempo tão impraticável quanto pode ser.

As motivações podem ser todas as imaginávis e também as inimagináveis (aquelas que surgem sem percebermos que estavam lá desde o começo, aparentemente do nada, sem que esperássemos por ela), mas sem o desejo não há nada.

Nada de atitude, de prático, de real, apenas fica-se na vontade, no imaginário, como uma criança a brincar. Olha que lindo isso (aos psicanalistas de plantão) afinal de contas o desejo é o real, e a vontade é do imaginário. 

Desejo, logo existo. Desejo porque me falta, Falta-me para existir, Existo porque falta-me. Falta-me o desejo, não há nada que possa ser feito ao não ser imaginar, e no imaginário rezar para encontrar algo que possa me faltar para eu ir atrás.

Pronto, acho que acabei encontrando, neste post falei sobre o desejo, mesmo sem desejar escrever. Desejei imaginar que desjava. Enfim desejei e assim escrevi o que me falta, ou melhor do que me falta.

Nosso cotidiano é um livro escrito pelas nossas faltas, se um dia chegar a não faltar: eis o tédio.

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