quinta-feira, 31 de março de 2011

O Real para Lacan - O sujeito

Tentei colocoar o Vídeo aqui mas não obtive sucesso, apareceu um outrom do Justin Bieber... Estranho... Então encaminho aqui o Link do Vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=GzQNglDv9DA&NR=1 que por acaso, se coloco o link aqui, ele funciona muito bem, mas se tento colocar o vídeo direto do youtube, aparece o do Justin..Bom vamos ao :Post.

Embora o Vídeo seja um pedaço, esteja em francês e ainda por cima a legenda seja em espanhol, se fosse possível gostaria que todos pudessem assistir.

Queria comentar apenas sobre uma parte bem no finalzinho dos longos 1minuto e 30 segundos que tem o vídeo. 

"Porque se dá conta de que alguma se repete em sua vida, e é sempre a mesma, e que essa é sua verdadeira essência. O que é essa coisa que se repete? Uma certa forma de gozar." (tradução livre do blogeiro)

Bom, podemos pensar que TUDO que se repete em nossa vida são aquelas coisas em que nos colocam na posição em que nos encontramos, em que nos REconhecemos. Por exemplo: falar a palavra mãe a uma oura pessoa, me coloca na posição de filho dela. Falar pai, me coloca na posição de filho dele. Sempre que estas palavras são repetidas é que estou falando que eu ocupo este lugar. Também quando digo que sou estudante, me reconheço como tal. Quando digo que sou médico, dentista, mecânico, ou qualquer outra coisa que eu também seja, estou na verdade me reconhecendo nesta posição, repete-se o discurso desde que eu esteja neste lugar sem maiores problemas.

Há um Filme muito interessante onde a moça tem entra na prostituição para pagar seus estudos, por não dar conta das dívidas, ela começa a se prostituir. Mas o interessante é que ela não sustenta o papel de prostituta. Pelo contrário, se qualquer pessoa a chama, a diz, a coloca no lugar em que ela está dizendo que ela é uma prostituta, ela ficava mal. Ela não repetia em seu discurso esta palavra porque não era ela, para a moça, ela estava trabalhando para pagar suas dívidas.

A repetição de uma ou outra forma de viver na verdade, se pensarmos no aparelho psíquico, marca uma posição que a pessoa acredita ocupar dentro de um grupo. Este grupo pode ser tanto a sociedade como um todo, mas também pode ser apenas os membros familiares. A repetição pode ser também um conjunto de comportamentos que façam esta marca de alguma forma a afirmar para si mesmo o que esta pessoa representa se não para o outro, para ela mesma. 

Mas há formas e formas de repetir, o processo terapeutico irá identificar estas repetições que vem causando mal-estares para que a pessoa chegue a um consenso e descubra outrras formas de sentir prazer, de aliviar suas angústias, de gozar. Em outras palavras goza-se de uma posição ocupada para um outro e a terapia busca ressignicar as relações com este outro para encontrar uma outra forma de identificar-se, de compreender-se e assim, neste processo, encontra-se (embora demore e seja muitas vezes um trabalho muito árduo) uma nova forma de ser.

Mas é sempre muito devagar e tem que ser assim. Não se é estudante da noite para o dia, não se é trabalhador da noite para o dia, não se é ser humano da noite para dia. Não se ocupa uma posição psíquica da noite para o dia. Muito pelo contrário. O processo de mudança gera desconforto porque além de retirar aquilo tudo que sobra, é necessáro fazer alguma coisa com aquilo, alguma coisa diferente do que já tenha sido feito. Como se o sujeito fosse uma casa pronta mas os vizinhos sempre trouxessem alguma coisa para enchê-la. Chega um momento em que não se reconhece mais a casa. Não basta apenas desfazer-se dos objetos, das coisa, mas muitas vezes percebe-se que a casa pode ser ampliada, ou modificada.

Quando a forma encontrada de gozar começa a ser sentida como um mal-estar frente a nova posição ocupada pelo sujeito, a saída na psicoterapia é identificar a forma como este sujeito tem prazer e com isso ver outras possibilidades (ampliar a cadeia de significantes - para os lacanianos de plantão). Mas ao final do processo, sem se dar conta, emerge um novo sujeito, uma nova pessoa, um novo jeito de ser, que embora aparentemente seja muito igual ao que era antes, desta vez consegue dar outro sentido tanto ao mal-estar quanto a forma que encontrou para sentir prazer. (para mim é a mesma coisa...)

Bom, Resumindo:

Somos aquilo em nós que se repete simplesmente porque ocupamos aquela posição comoda e muito bem conhecida, sem precisar fazer nada diferente para ser, para existir.

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