quinta-feira, 3 de março de 2011

Livro a ser escrito:

     Procurando por alguns documentos, organizando os papéis de quase uma breve vida toda de 26 anos (sem contar outros papéis agregados na mesma pasta que não pertecem a estes 26 anos) percebi que em um momento bem oportuno meu nariz começou a coçar e meus olhos começaram a lacrimejar.

     Pronto, com tanta coisa ainda por achar na papelada, a rinite alérgica ameaçou a surgir. Só pode ser alergia da poeira, ou ainda, dos ácaros, ou quem sabe é do pozinho que a baratinha morta (encontrada no fundo de outra pasta) está soltando - vingando-se de ter sido assassinada pelo pó que ali estava acumulado por no minimo 7 anos.

     Encontrei os documentos, fui tomar banho, abri todas as janelas da casa e assim como minha frustração, raiva, ansiedade e ódio que eu tive antes de encontrar os documentos, o vento que entrava pela casa levava tudo isso embora junto com o cheiro de antigo, de guardado, de baratinhas...

     E junto com o vento foi-se também meu estresse, e com ele a coriza, a coceira e também até mesmo as lágrimas de meus olhos que estavam se confundindo em um misto de alergia à poeira, raiva, alergia à raiva...

     Pois é pessoal, cada dia mais descubro que sou alérgico mesmo a essa coisa chamada raiva, frustração, ódio. Cansa-me demais essas coisas, muito mais do que a poeira irrita meus olhos e meu nariz.

     Então fica aqui a primeira parte do meu futuro livro que chamar-se-á (eu adoro usar mesóclise)  " Minha rinite alérgica psicossomática desencadeada pela raiva de sentir o cheiro da poeira de coisas guardas."

    Desculpas aos meus leitores, queria apenas dizer que a do muito corrido com os prazos apertadíssimos para entrega dos documentos, projetos e outras leituras agora nesse começo de ano. Em breve (espero que logo depois do carnaval) o Blog voltará ao normal.

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