sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Recriar, refazer, reeditar - A importância de reciclar a vida.

     Muito se fala em viver coisas novas, muitas pessoas dizem que a mudança é sempre bem vinda, alguns chegam até a mudar completamente seu estilo de vida em nome de um bem-estar muitas vezes não alcançado depois de muito fazer.

     Preocupado com algumas manifestações de blogueiros gostaria de deixar meu ponto de vista, e de certa forma também psicanalítico que vai um pouco mais fundo no tema da mudança de hábito, mudança de vida, mudança de comportamentos.

     A princípio quando alguém quer mudar algo é porque não está mais de bem com aquela situação. Quando nos damos conta de que algo está acontecendo em nossa rotina é que algo não está indo bem. Por exemplo, quando em nossos estudos começamos a notar uma certa dificuldade em determinada matéria, pode escrever que naquela matéria, a forma de estudar, ou ainda, as respostas que a pessoa irá dar diante dela serão modificadas. Pode ser uma cara de "não gosto disso", um simples suspiro, ou ainda uma fuga completa dos estudos indo fazer outra coisa que normalmente não seria agradável - lavar o banheiro por exemplo.

     No ambiente do trabalho a mesma coisa acontece. Quando algo não está legal, as pessoas começam a mudar de uma forma quase que automática gerando conflitos e fazendo com que alguém tenha que tomar uma decisão, propor uma mudança.

     A vida cotidiana passa por nós sem problemas, muitos aproveitam, outros ligam no auomático e passam pela vida, ao invés de deixar que a vida o atravesse com tudo o que ela tem de bom e ruim. Quando surge então o desconforto diante de uma situação, é proposto a mudança. Ninguém muda se está confortável com o que vive, as pessoas precisam do mal-estar para fazerem mudanças drásticas, diferentemente das pequenas mudanças no dia a dia que são muito mais pequenos testes em nome de uma "melhoria".

     Muitas mudanças, no entanto, não surtem o efeito desejado. Os problemas continuam, embora tenha modificado a forma de estudar o mal-estar gerado continua dando sinal de vida. Quando os responsáveis pela mudança organizacional nas empresas são acionados, o ambiente pode ser perfeito mas de alguma forma as vezes sobra um resto de mal estar, deixando de estar na esfera empresarial e aparecendo enfim no trabalhador, ou nos trabalhadores.

     Mudar não é facil, é necessario todo um rearranjo interno, uma reedição nas memórias muitas vezes faz-se necessário, é preciso recriar os comportamentos já tão utilizados desde o início, é preciso refazer o caminho da história da vida pessoal e assim, depois de uma mudança nos pontos de vista, permitir à vida sorrir da forma como ela quer sorrir.

     Muitas pessoas buscam atingir determinado objetivo nas mudanças que realizam e não percebem a graça do caminho, a diversão que é olhar a mesma memória por diferentes pontos de vista. Faça este exercício quando estiver no transito. Imagine-se do lado de fora do carro olhando pra você mesmo. O que você enxerga não necessariamente é você, mas aquilo que você se imagina. Aqui mora o grande perigo nas mudanças.

     Quando resolvemos mudar enxergamos um eu, imaginamos uma forma de ser, que pessoa nenhuma no mundo pode garantir que o caminho te levará até este resultado, por isso muitas tentativas de mudanças fracassam. 

     Caso esteja pensando em mudar comece sem meta, apenas tente fazer algo diferente, vá experimentando, percebendo as sensações, incoporando quem você realmente é e depois de todo o processo repetidas e repetidas vezes, o destino passa a ser apenas um detalhe, e durante o caminho não a vida vai sorrir, mas você sorrirá com ela.

     Lembrando sempre que não é fácil mudar, nem começar, mas tentar, já é outra história, então tente, simplemente tente algo diferente sem a obstinação da obrigação e ter que dar certo.

    

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