segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Um ponto a mais aos Lacanianos:

"REFLEXÃO:
Massa Cinzenta

Em Londres, poesquisadores descobriram que a região responsável pela autoconsciencia fica logo atrás dos olhos. Esta parte parece ser mais desenvolvida nas pessoas que têm uma capacidade maior de introspecção e de reflexão sobre suas próprias ações. Os cientistas da Universidade College examinaram 32 pessoas saudáveis, avaliando o grau de confiança em suas respostas a determinadas questões e concluíram que o volume de massa conzenta na parte anterior do lóbulo frontal do cérebro é um importante indicador da capacidade de reflexão da pessoa sobre si mesma. Esta região esta relacionada a diversas funções cognitivas superiores, como as da linguagem, da memória de trabalho e do raciocínio."

Este texto foi extraído da Revista Psiquê na sua edição de aniversário, Ano V nº 60.

Pontos a Lacan que descreve que o sujeito só passa a ser humano na medida em que ele adentraria na linguagem. Lacan faz um trabalho impressionante no aspecto da linguagem como definidora dos seres humanos. Estou tentado a crer que realmente este é ponto central que enfim traria um ponto final (parece redundante) à questão referente ao que difere os seres humanos dos animais.

Podemos desde a biologia (polegares opositores) até mesmo às diferentes religiões (alma e espírito) encontrar pontos que podem ser de certa forma filosóficos ou ainda científicos quanto ao que nos difere dos outros animais.

Lacan pega o caminho mais curto. A nossa linguagem, que é a genese da cultura, é aquilo que temos de tão especial. Não que os outros não tenham certa forma de linguagem, mas é especificamente a linguagem humana e não a canina ou a das abelhas que nos insere na cultura humana.

Podemos então a partir do artigo supracitado pensar (talvez ainda não podemos concluir) que aos poucos com a introdução da linguagem a pessoa irá se contituindo de acordo com o que os outros dizem que ela é. A partir da cultura (dada pela linguagem) ela irá passar pelo processo de identificação e com isso quanto maior o nível cultural maior seria então a sua própriocepção.

Muito interesante a edição de aniversário da Psiquê. Os responsáveis estão mais uma vez de parabéns.

Próximo Post ainda nesta semana provavelmente estarei abordando um texto na mesma edição escrito pelo Psicanalista Jorge Forbes sobre " A DIFERENÇA que se é".

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