quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Bate Papo sobre o filme - "Não me abandone jamais"

Diálogo sobre o filme que foi recomendado aqui no Blog semana passada.
Mari: Socorro, como vc recomenda aquele filme "nunca me abandone"? ainda bem que essas coisas nunca existirao na realidade, eh mto louco e errado =F

Eu: É Mari o filme nos faz refletir sobre um pouco do sentido que damos a nossa vida. Mesmo naquela situação de total certeza da morte breve, parecia não haver ou desespero, afinal havia ali um sentido e um desejo de se doar os órgãos. Este par...ecia só acaba sendo revelado como uma aparente situação de conformidade no final, quando procuram mesmo uma chance de fazer diferente e não lhes é dada outra opção.

Será que nossa vida não está sendo regida por apenas uma opção e que as vezes, nem fomos nós mesmos quem a escolhemos? Será que o sentimento de que nunca experimentamos, curtimos, aproveitamos, enfim, vivemos suficientemente é realmente o que acaba ficando?

Veja Mari, se eles tem o sentido de viver para doar os ógãos eles vivem o suficiente para o que lhes é proposto, mas não para outras questões do humano como o amor, que sempre tem um gostinho de quero mais.

Um beijo.

2 Clique aqui para comentários: :

Mari N.M. disse...

Eh, dah p ter varias interpretacoes das cenas depois de ler seu comentario, eh q eu comecei a ficar nervosa do meio do filme em diante com o egoismo das pessoas "originais" que colocavam aqueles jovens em tal situacao, como se a vida deles valesse mais do que a os clonados e tambem dos diretores da escola que permitiam que esse holocausto se perpetuasse.

Marco L. disse...

Quando penso em valorar a vida ou qualquer que seja o algo, lembro-me daquela passagem bíblica que diz:

"Onde está teu tesouro, lá estará teu coração".

O Valor é tanto maior quanto maior for o desprendimento de energia em cuidados para com o objeto.

Cuidados que podemos perceber que os "Clones" tem de sobra. No quesito de valor creio que para a pessoa verdadeira seja um valor inestimável ter seu clone.

Agora, quanto ao "valor" abstrato que damos às pessoas, só pode ser mensurado na medida em que há outros para medir.

No final quem sabe do valor de cada um são sempre os próximos, os outros que puderam viver ao lado deles. Quem dá o devido valor a nossa pessoa sempre são os outros que encontramos na vida e na medida em que marcamos e somos marcados por eles.

Postar um comentário

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Grants For Single Moms