sábado, 7 de março de 2009

Escolhendo...

"Descobri que não é possível lutar contra os demônios do nosso ativismo de forma direta. Não posso dizer sempre "não", a não ser que existam coisas dez vezes mais atrativas para escolher. Dizer não para minha luxúria, minhas necessidades e os poderes do mundo, requer uma enorme quantidade de energia.

A única esperança que temos é encontrar algo tão obviamente real e atrativo ao qual eu possa dedicar todas as minhas energias e dizer sim. Desta forma não tenho tempo para dar atenção às minhas distrações. Uma das coisas para as quais eu posso dizer ´sim´ é quando entro em contato com o fato de que sou amado. Uma vez que percebo que mesmo estando totalmente quebrantado, ainda assim sou amado, torno-me livre da compulsão de fazer coisas para obter sucesso."

Pe. Henri Nouwen, entrevista dada a revista Leadership.


Bom dia.

Gostaria de comentar um pouco esta parte retirada da entrevista feita com o Pe Henri Nowen. A entrevista completa pode ser encontrada neste link: http://www.renovare.org.br/default.aspx?code=74

Só podemos pressupor que haja opções para serem escolhidas se e somente se ouver um movimento, uma essência humanamente livre, da parte de quem pode escolher. Só há dois caminhos se houver liberdade para quem escolhe, ademais, não seriam caminhos, mas desejos, sonhos, fantasias, mas mesmo assim, neste contexto de desejo, só há sede de água por que a agua existe, basta encontrá-la para escolher por ela.

Muitas vezes, escolher entre um sim ou não, deve-se antes ter a consciencia de que se pode escolher, ter a consciencia de que somos livres mesmo quando tudo parece perdido, ainda sim temos a liberdade para escolher entre continuar perdidos ou escolher dar um passo em direção ao sombrio e obscuro caminho que nos leva a algum lugar ainda desconhecido.

Dizer sim ou não, se podemos dizer sim a algo, as vezes nem nos damos conta que estamos dizendo não a outras coisas, o contrario também é verdadeiro, dizer não a uma coisa é dizer sim a um outro ato, sentimento ou pensamento.

Como sabiamente o Pe Henri coloca na entrevista, só conseguimos dizer sim a uma coisa ou alguém se este sim é 10x, ou seja, muito mais agradavel do que dizer não.

Nem sempre será mais agradavel de inico, mas as consequencias deste sim, podem ser bem melhores do que dizer não.

Me pergunto como vivem as pessoas cheias de não, de regras que proibem, de proibições as vezes toscas, sem um sentido do porque aquilo é proibido. Deve ser um inferno.

Compreender primeiro o porque do não, é a essência para poder ter uma liberdade de esolha, e não um ato proibitivo onde não se pode, ou não se deve fazer algo. Dizer não, não que seja errado, mas é muito melhor dizer sim a outras possibilidades.

No processo de escolha, dizer não muitas vezes significa em nós continuarmos presos a uma falsa liberdade. Quando ao contrário dizemos sim, estamos colocando em prática nosso direito de escolha.

Então entremos nos nosso cotidiano...

Dizer para as pessoas para não votarem, pois não há políticos que prestem ou qualquer outra que seja a enrolação que alguns insatisfeitos e descrentes nos dizem, é estar dizendo não ao nosso simples e tão grande poder de escolha. Aos que me dizem que não vão votar pois todos são ruins eu sempre repsondo, e porque por acaso você não se candidata?

Meus amigos, dizer sim a um político, a um voto, é dizer que se acredita que aquele sistema pode funcionar melhor do que o sistema antigo (ditadura por exemplo). O desfecho dado pelo nosso voto muitas vezes não é o que esperávamos, mas não podemos ficar na fantasia de que talvez pela péssima administração da maioria, ali no meio dos candidatos não exista nenhum suficientemente bom para a população, dizer isso é ficar na fantasia.

Lembro-me muito bem quando aqui em Londrina tivemos uma eleição de segundo turno em que um candidato reuniu muitos votos e ganhou, não por méritos, mas pela enorme rejeição que o outro candidato tinha. Exercemos nossos direitos não dizendo não a um candidato, mas dizendo sim aquele outro, que para a maioria esmagadora que votou nele, não era o candidato ideal, mas era o que tínhamos para mudar o jogo.

A administração foi péssima, foi ridícula, até mesmo os simpazantes do partido daquele candidato se revoltaram e alguns deles que eu cheguei a conversar, me diziam com a boca cheia que nunca mais iriam votar naquela "corja". Que bom, saíram da fantasia, mas esperimentaram, disseram sim a chance, agora caminham melhor para outros pleitos, não vivendo uma fantasia ideológica, mas a realidade de tentar conhecer o máximo o outro candidato para assim decidir dar o sim do voto, da chance a outro administrador.

Viver a escolha, um ato de liberdade, mesmo que nossas escolhas nos levem para caminhos as vezes obscuros, podemos tentar, pois se há sede, é porque existe a água, ou a coca cola para alguns...


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