sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Psico Soma

Dia desses aconteceu um caso muito enraçado comigo mesmo, poderei demonstrar aqui o caso e a forma como nossa mente age sobre nosso corpo sem nos darmos conta disso (em boa parte das vezes).

Primeiramente tive um sonho.

Eu no sonho caminhava ao lado de uma pessoa que me puxava e andava com outras pessoas, mas para meu espanto fui ficando para traz, minhas pernas já não aguentavam mais, não estavam doloridas, mas estavam estranhamente anestesiadas, aos poucos eu ia perdendo a força para caminhar, aos poucos ia ficando para traz enquanto aquela pessoa me puxava para adiante.

Alguns dias depois deste sonho, para meu espanto a mesma pessoa do sonho (*nota do escritor (sempre quiz fazer isto), só pude perceber quem era a pessoa após o ocorrido) me ligou me chamando para ir fazer-lhe uma visita. Pela pessoa ser especial para mim, uma pessoa muita cara e que eu queria continuar nossa amizade, eu disse que iria, mas...

Sim meus amigos, mas, minhas pernas ficaram como no sono, pesadas. A cada passo que eu dava em direção a sua casa minhas pernas pesavam mais e mais, um sono me abatia, um cansaço me consumia, mas por que? Eu queria ir, mas meu corpo aparentemente me dizia o contrario.

Aí está o conflito, embora eu quisesse ir, já estava cansado daquela pessoa me amolando, aquela amizade estava me desgastando muito mais do que eu pudera imaginar, e como eu não queria saber daquele sentimento "egoísta" meu desejo de não ir se manisfestava no meu corpo, no cansaço, na fadiga, nas pernas que pesavam.

Mais que resolver o conflito interno entre estar com aquela pessoa ou não, era nescessário que eu resolvesse a qualidade e a forma do meu estar. Não é simplesmente obedecer a uma outra voz que vem em minha cabeça (no caso a voz do não encontrar era sempre reprimida por mim mesmo antes mesmo de virar uma voz), mas muito além disso tudo, era eu na minha liberdade, consertar o relacimento com determinada pessoa para ser melhor para ambos.

Mas, de novo o mas, não é tão facil assim.

Para que chegasse ao ponto de um sintoma em mim, era porque a coisa já estava adiantada, muitos sentimentos estavam escondidos, de mim mesmo, e outros eu escondia da outra pessoa.

Desvendar por associação das metáforas que se formaram, desvendar o elo quebrado e perdido de uma corrente de idéias e sentimentos não é facil, é nescessário um tempo para nós mesmos se calar, se fechar em si e para si mesmo e assim reconstruir aquilo que está já construído.

Quando digo reconstruir não digo começar do zero, quebrar tudo, mas apenas rever tudo o que aconeteceu, parte por parte, acontecimento por acontecimento como uma terceira pessoa, um alguém de fora.

Lembrem-se quando haviam problemas de matematica e ao se constatar um erro na conta, era refeita parte por parte com a professora para verificar onde estava o erro? É mais ou menos assim.

Deve-se reviver sentimento por sentimento, acontecimento por acontecimento, diálogo e mais diálogo, até que uma hora se encontre o elo perdido, o elo escondido da corrente que é nossa vida, para aí então e a partir daí recomeçar.

Leva tempo, muitas vezes dói pois são feridas as vezes cheias de terra que haviamos enterrado a muito tempo, mas ao final do heroico trabalho podemos dizer que valeu a pena.

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