sábado, 24 de janeiro de 2009

CONTINUANDO...

A certeza da realidade.

Bom Dia meus amigos, Hoje estarei concluindo o tema sobre fantasia e realidade.

Como saber se é ou não é real? Muito simples.

O passado, já passou, é imutável enquanto fato, porém o que podemos fazer e a muito custo é dar novos significados, novos sentidos a cada experiência que se passou.

Este trabalho de dar novos significados a eventos passados de nossa história é o que acontece na psicoterapia, não se trata de inventar uma fantasia mas na maioria das vezes o trabalho da psicoterapia é justamente retirar as fantasias e colocar os atos em sua devida realidade.

Já disse que a fantasia é criada pela nossa subjetividade ao entrar em contato com o real e que a nossa subjetividade será sempre carregada de nossa história de vida. Assim também será nosso passado.

Enquanto eu estava no mosteiro conversando com o Dom Bruno, ele havia me narrado um fato muito curioso que aconteceu:

Dom Bruno ainda era seminarista na época, e naquele seminario havia um outro seminarista que embora eles nunca tiveram briado ou tido uma discussão mais séria os dois nao se suportavam. Certa noite após o jantar foi pedido ao garoto que ele lavasse a louça, então como é de costume nos seminários o garoto pediu ajuda pra quem quisesse e pudesse ajudar. Para a surpresa de todos somente Dom Bruno ergueu a mão. Ambos se surpreenderam, tanto Dom Bruno que me afirmou que tinha levantado a mão para ajudar mas porque queria ocupar seu tempo que estava livre naquele momento, quanto o outro seminarista que disse que esperava que qualquer um fosse ajudá-lo menos Dom Bruno.

Aqui a história nos leva a surpresa do encontro de várias histórias e subjetividades, de várias vidas, varios mistérios, várias surpresas.

O simples fato de se espantar com algo, ficar surpreso, é a destruição em nós da fantasia criada pela nossa história de vida. Quando se destrói a fantasia e damos de cara com uma realidade nova, com um mistério, nos fascinamos. É no mínimo muito inquietante, ou em algumas vezes aterrorizador (como no caso Katarine que é relatado na biorafia de Freud). O que importa aqui é que o real, a realidade do hoje é sempre espantosa, e as vezes por demais fantasiada quando relembrada amanha.

Embora sempre passado e imutável podemos dar inúmeros significados aos acontecimentos de nossa história de vida, porém para que a fantasia não se torne uma neurose é nescessário viver o momento presente com toda a intensidade de nossas vontades e tentar compreender no hoje, agora, o que está acontecendo. Somente munido do máximo de informações possíveis, nós podemos dar um significado (ou uma fantasia como quiserem) mais próximo do real.

Por exemplo no caso que relatei logo acima, Dom Bruno me disse claramente, não sei porque, mas eu não me dava bem com aquele irmão e nem ele comigo.

O não saber nos joga em um abismo de fantasias, por isso é nescessário às vezes nesta vida, vasculhar nossa história passada e procurar novamente aquelas pessoas ou acontecimentos em que não sabemos porque mas ainda não entendemos, ou não suportamos, ou simplemente queremos distancia e não conesguimos aceitar, e verificar a realidade dos fatos.

Temos pleno conhecimento do que queremos? Não, e já disse aqui em um Post de natal, quanto mais teremos pleno conhecimento dos motivos do Misterioso ser que é o outro ? Creio que também não.

continua...

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